PLINIO VALÉRIO E EDUARDO BRAGA. (Tiago Correa/CMM - Agência Senado)
Por Carlos Santiago*
A eleição para o governo do Amazonas continua disputadíssima entre os postulantes David Almeida (Avante), Roberto Cidade (União Brasil), Maria do Carmo (PL) e Omar Aziz (PSD), mas sem ousadia no marketing e sem novos fatos políticos relevantes para mudar os rumos do pleito. Até a adesão do ex-vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta, à candidatura de Roberto Cidade não obteve impacto eleitoral. Diferente do que ocorre na eleição para as duas vagas de senador da República.
Em 2026, o eleitorado vai escolher dois nomes para o Senado e votará duas vezes. A eleição para o Senado não tem dois turnos: os mais votados vencem. Embora com nove nomes em disputa, Eduardo Braga, Wilson Lima, Capitão Alberto Neto e Plínio Valério se destacam. Tanto Braga como Wilson Lima já foram governadores e disputaram o governo em 2022. O Capitão Alberto esteve no segundo turno da última eleição para a Prefeitura de Manaus. Sem disputar cargo majoritário nas últimas eleições, Plínio Valério foi a grande novidade de 2018 e segue coerente, com apoio do eleitorado de todas as tendências políticas do Estado.
Na eleição para o Senado, há um destaque significativo. Os senadores Plínio Valério (PSDB) e Eduardo Braga (MDB) receberam, nos últimos dias, apoio eleitoral do prefeito da capital, Renato do Júnior, e do seu grupo político, que envolve vereadores, secretários e lideranças comunitárias e religiosas. Isso não é pouca coisa numa eleição equilibrada e pode decidir o resultado do pleito para as representações do Amazonas no Senado Federal. Na última disputa para o cargo de senador, o prefeito de Manaus da época decidiu, às vésperas do dia da votação, por Omar Aziz, que venceu com uma diferença de 1,4% para o segundo colocado.
Outro fato que tem contribuído muito para a candidatura de Plínio Valério é que ele vem liderando na segunda opção de escolha do eleitorado. É possível encontrar o nome de Plínio colado com Alberto Neto, com Eduardo Braga, com Wilson Lima e até com candidaturas alternativas de pequenos partidos e de federações partidárias nas rodas de conversas e nas decisões dos eleitores que já definiram seus votos. Por outro lado, as candidaturas do Capitão e de Lima não ampliaram suas alianças.
Numa eleição muito competitiva, quem consegue ampliar apoio eleitoral fica mais próximo da vitória. E a decisão do prefeito evangélico de Manaus pode contribuir para a eleição de um candidato do chamado Centrão, o ex-governador Eduardo Braga, e também de um candidato de centro-direita e amazônida, Plínio Valério. Vamos aguardar. Faltam apenas 34 dias para o primeiro turno das eleições gerais.
(*) Sociólogo, Cientista Político, Filósofo e Advogado
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