Manaus, 15 de setembro de 2026
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Cenário

Sobrinha e coordenadora de Roberto Cidade é suposto alvo da PF

Busca teria ocorrido na residência de Arianny Cidade durante investigação relacionada ao processo eleitoral.

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Manaus (AM) – A campanha do governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União Brasil) voltou ao centro de questionamentos envolvendo a Polícia Federal nesta terça-feira (15). Segundo informações divulgadas pela imprensa local, agentes teriam cumprido mandado de busca e apreensão na residência de Arianny Cidade, apontada como integrante da coordenação da campanha e sobrinha do governador.

Segundo as informações divulgadas, agentes estiveram em uma residência no bairro Japiim, zona Sul da capital. A operação estaria relacionada à apuração de possíveis irregularidades eleitorais. Até a publicação desta matéria, porém, a Polícia Federal não havia divulgado oficialmente detalhes que permitissem confirmar o motivo da medida, o objeto das buscas ou eventual apreensão de materiais.

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A informação surge poucos dias depois de outra ação da Polícia Federal alcançar uma estrutura diretamente vinculada ao Governo do Amazonas. No dia 3 de setembro, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam). A medida ocorreu no âmbito de uma investigação da Justiça Eleitoral sobre movimentações de trabalhadores durante o período eleitoral.

Na operação da Aadesam, foram apreendidos equipamentos de informática, um celular e uma mídia de armazenamento para análise. A Justiça Eleitoral também suspendeu a transferência de 19 trabalhadores de Manaus para municípios do interior. A apuração busca esclarecer se houve eventual finalidade eleitoral nessas movimentações.

Arianny, por sua vez, já apareceu formalmente em outro processo eleitoral envolvendo a campanha. Em agosto, ela figurou ao lado de Roberto Cidade e da primeira-dama Thaisa Cidade em uma representação sobre o uso de bonés, camisas e leques personalizados. A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da confecção, distribuição, porte e utilização desses materiais durante atos de campanha.

Os episódios são distintos e, até o momento, não há informação pública que permita afirmar que a suposta ação desta terça-feira tenha relação com a investigação da Aadesam ou com a representação sobre materiais de campanha.

Politicamente, porém, a nova informação coloca novamente o entorno de Roberto Cidade sob atenção durante a corrida pelo Governo do Amazonas.

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