Manaus, 17 de setembro de 2026
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Cenário

Maria do Carmo admite que faculdade cresceu sob gestão Lula: ‘mas não porque eu era amiga dele’

Candidata do PL ao Governo do Amazonas nega privilégios ou aliança com a gestão federal e atribui crescimento da instituição privada de ensino ao cumprimento de requisitos técnicos.

(Fotos: Alberto César Araújo/Aleam)

Manaus (AM) – A candidata do Partido Liberal ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo, declarou que a maior parte da expansão da sua instituição privada de ensino superior, a Fametro, ocorreu durante as gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A afirmação foi feita durante sabatina realizada promovida pelo Consórcio G6, formado em ordem alfabética pelos portais Amazonas Atual, Blog do Hiel Levy, BNC, Portal do Marcos Santos, Portal do Mário Adolfo e Portal Único, na qual a empresária abordou sua trajetória empresarial, sua atuação na área educacional e suas diretrizes para a administração do Poder Executivo estadual.

Ao responder sobre o crescimento de seu patrimônio educacional em períodos de governos de campo político distinto, Maria do Carmo rechaçou favorecimento ou amizade pessoal com integrantes do Governo Federal. “Verdade, a maior parte foi governo Lula. Mas não foi porque eu era amiga do Lula, é porque a gente sabe circular”, afirmou

Segundo a postulante, a autorização recente para novos cursos de Medicina em Manaus, Parintins, Roraima e Santarém resultou do cumprimento de exigências técnicas, e não de facilidades concedidas pelo Ministério da Educação.

Ao avaliar os programas federais de acesso ao ensino superior, a empresária definiu o ProUni como uma forma de compensação tributária válida para a contrapartida social das empresas. Ela informou que os estudantes financiados pelo Fies não ultrapassam 10% do total de matriculados na sua instituição.

A candidata relatou ainda que a Fametro ofertou 16 vagas de Medicina via ProUni, mas nenhuma foi preenchida porque nenhum aluno vindo da escola pública atingiu a média exigida na redação do Exame Nacional do Ensino Médio.

Além do setor privado, a candidata criticou a gestão da Universidade do Estado do Amazonas. Maria do Carmo pontuou que a universidade pública estadual possui orçamento cinco vezes superior ao da Fametro, mas defendeu que a instituição não expandiu o atendimento na proporção dos recursos recebidos. A empresária afirmou que o ensino público superior tornou-se restrito aos estudantes de maior renda, cabendo à rede privada suprir lacunas da educação básica.

A postulante do PL defendeu a separação entre convicções ideológicas e o exercício da gestão pública, prometendo manter um diálogo pragmático com governantes de diferentes matizes políticas em benefício da população amazonense.

Maria do Carmo ressaltou que a vida pública não pode ser tratada como extensão dos interesses privados e declarou disposição para conversar com qualquer autoridade nacional e internacional no interesse do Amazonas. Ao ser indagada sobre articulações eleitorais para fases adiantadas da disputa, a candidata sinalizou abertura para o diálogo político e afirmou que não recusará o recebimento de apoios para consolidar sua candidatura ao Governo do Estado.

 

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