Acampamento aprovados (Foto: Lucas Bentes/ Portal AM1)
Manaus (AM) — A pressão sobre o governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (União Brasil) aumenta nesta terça-feira (22), quando aprovados em concursos da Segurança Pública do Amazonas voltam às ruas para cobrar uma definição sobre as convocações.
O novo ato está marcado para as 13h30, na sede do Governo do Amazonas, na Compensa, zona Oeste de Manaus, e reúne candidatos da Polícia Militar (PMAM), Polícia Civil (PC-AM), Corpo de Bombeiros (CBMAM) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM). O grupo cobra uma resposta sobre os candidatos que permanecem aguardando convocação.
A manifestação ocorre em plena campanha eleitoral e após uma sequência de cobranças públicas feitas pelos aprovados. O movimento já levou os candidatos a procurar diretamente o governador durante compromissos de campanha.
AM1 acompanha cobrança dos aprovados
A mobilização dos concursados já foi acompanhada pelo Portal AM1 em diferentes momentos. Recentemente, no dia 9 de setembro deste ano, os aprovados expuseram a cobrança pela convocação e levaram a reivindicação para as ruas. Um acampamento foi montado em frente à sede do Governo do Amazonas. Veja:
Dias depois, o Portal AM1 entrevistou Luiz Gorayeb, um dos aprovados no último concurso da Polícia Civil. Na ocasião, ele expôs que as delegacias estão fechando e não há segurança nas unidades, que registram invasão e saqueamento. Veja:
A cobertura ganhou novo capítulo em 16 de setembro, quando aprovados do concurso da PMAM e candidatos da Polícia Civil participaram de uma manifestação em frente à sede da Rede Amazônica, em Manaus. Na saída da entrevista, Roberto Cidade foi abordado pelos manifestantes, que cobraram uma reunião para discutir a convocação de aproximadamente mil aprovados.
Os concursados levaram faixas e afirmaram que já haviam encaminhado uma carta com as reivindicações à Secretaria de Segurança Pública. O grupo, entretanto, sustentava que ainda aguardava uma resposta sobre o aproveitamento dos candidatos. Veja:
Cidade diz que vagas previstas já foram preenchidas
Durante a abordagem, o governador afirmou que os candidatos que estavam dentro do número de vagas previsto nos editais já haviam sido convocados. Os demais, segundo Cidade, fazem parte do cadastro de reserva.
Os aprovados contestam a situação e defendem novas convocações. A principal cobrança atualmente parte dos candidatos da Polícia Militar, que afirmam haver aproximadamente mil aprovados ainda aguardando chamamento.
O impasse, portanto, está justamente na diferença entre a posição do governo e a reivindicação dos concursados.
Enquanto o Executivo sustenta que o cadastro de reserva não representa convocação automática, os candidatos pressionam para que o Estado aproveite o efetivo aprovado, especialmente diante das demandas da Segurança Pública.
Cobrança não começou agora
A mobilização dos aprovados vem ocorrendo há semanas.
Em 31 de agosto, uma manifestação semelhante já havia ocorrido, com participação de candidatos de diferentes concursos da Segurança Pública. O movimento também recebeu apoio público do vereador Rodrigo Guedes, que cobrou uma posição do governo sobre os concursados.
O tema também entrou no discurso eleitoral de Roberto Cidade. Em julho, o candidato havia afirmado que seria elaborado um cronograma para convocação de aprovados em concursos públicos.
Mais recentemente, o governo anunciou novas medidas relacionadas ao reforço do efetivo. Em junho, por exemplo, Cidade confirmou a convocação de 16 aprovados do concurso do Detran-AM e afirmou que, desde o início da gestão, mais de 3,4 mil servidores haviam sido convocados para órgãos da área de segurança e trânsito.
O governo também já havia realizado convocações expressivas para as forças de segurança. Em 2023, foram anunciados 1.704 aprovados, sendo 1.121 para a Polícia Militar, incluindo mil alunos-soldados.
Agora, a pressão chega ao Governo
O novo ato coloca novamente a pauta dos concursados diante do governo justamente quando Roberto Cidade tenta consolidar sua campanha pela permanência no comando do Amazonas.
A cobrança, porém, não se limita ao período eleitoral. Os aprovados reivindicam uma definição administrativa sobre o aproveitamento do cadastro de reserva.
O fator eleitoral aumenta a repercussão política do movimento: cada manifestação coloca diante do candidato uma parcela de eleitores que cobra diretamente uma resposta sobre emprego público, segurança e convocação.
E o grupo já demonstrou que pretende continuar pressionando.
A reunião prevista para esta terça-feira (22) poderá definir se o governo apresentará um cronograma ou se a disputa entre aprovados e Executivo continuará nas ruas.
LEIA MAIS:





