(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Manaus (AM) – A escala 6×1 virou ponto de confronto entre os candidatos ao Senado Professora Evany (PSOL) e Capitão Alberto Neto (PL) durante debate eleitoral no Amazonas. Evany cobrou do adversário uma posição sobre o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso. Alberto Neto afirmou ser favorável à mudança, mas rapidamente levou a discussão para redução de impostos, geração de empregos e desenvolvimento do interior.
“Nós precisamos sim reduzir a carga horária. Isso aconteceu no mundo inteiro, e o Brasil precisa se atualizar”, afirmou Alberto Neto. O candidato também declarou que votou favoravelmente ao fim da escala 6×1.
Na sequência, porém, o deputado mudou o foco da resposta e passou a defender a redução da carga tributária e novas atividades econômicas no Amazonas.
Alberto Neto citou Zona Franca, fertilizantes, gás, petróleo, terras raras e biodiversidade como setores que, segundo ele, poderiam gerar empregos no interior.
A resposta provocou nova cobrança de Evany. A candidata questionou se é possível acabar com a escala 6×1 sem reduzir salários e sem utilizar o argumento de que a mudança prejudicaria empresas e empregos.
“O trabalhador precisa ser melhor remunerado, precisa ter condições dignas de trabalho e qualidade de vida”, afirmou.
Evany também defendeu que o segundo dia de descanso pode movimentar a economia, permitindo ao trabalhador mais tempo para lazer, família, estudos e consumo.
O debate ganhou outro contorno quando a candidata questionou também a proposta de exploração de recursos naturais apresentada por Alberto Neto para desenvolver o interior.
Ela citou as terras raras e o potássio e questionou quem será beneficiado e quem poderá sofrer os impactos dessas atividades.
Na tréplica, Alberto Neto voltou a defender a exploração econômica dos recursos naturais do Amazonas. Segundo ele, o Estado precisa criar novas matrizes econômicas para reduzir a dependência da Zona Franca.
“O nosso povo não quer viver de migalhas. (…) Nós queremos emprego, emprego que paga bem, prosperar”, afirmou.
A discussão mostrou dois caminhos diferentes apresentados no debate: Evany concentrou a cobrança no trabalhador e nas condições de trabalho; Alberto Neto respondeu combinando a defesa da redução da jornada com uma agenda de geração de empregos e exploração econômica do potencial do Amazonas.
A escala 6×1, portanto, não ficou apenas na discussão sobre jornada. No debate, virou uma disputa sobre qual modelo econômico deve sustentar a geração de empregos no Estado e quem deve arcar com os custos da mudança.
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