Candidato Roberto Cidade. (Foto: Divulgação/Secom)
Manaus (AM) – A candidata ao Governo do Amazonas Maria do Carmo (PL) ironizou, durante o debate eleitoral da TV A Crítica, as quatro operações da Polícia Federal mencionadas por ela ao se referir à gestão de Roberto Cidade (União Brasil). “Agora quem tem que pedir música no Fantástico é o candidato Roberto Cidade”, afirmou a candidata, em referência ao quadro do programa de televisão.
A declaração ocorreu após Roberto Cidade acusar Maria do Carmo de mentir em suas declarações e atacar a honra de sua família. Em resposta, Cidade afirmou que a candidata é quem deveria pedir música na televisão devido às alegadas falsidades proferidas ao longo das transmissões.
Na réplica, Maria do Carmo rebateu a provocação, declarou que não possui escândalos na vida pública e direcionou a ironia ao concorrente.
“Agora quem tem que pedir música no Fantástico é o candidato Roberto Cidade. Quatro meses de governo, quatro operações da Polícia Federal. Tá no Google. Dá um Google lá, você vai ver que é verdade o que eu tô falando. Eu não minto. Pode pedir música no Fantástico”, declarou a empresária.
A candidata prosseguiu afirmando que não inventa informações e questionou a ausência de pagamentos de indenizações às famílias afetadas pela falta de oxigênio durante a pandemia de COVID-19. Maria do Carmo sustentou que o grupo político apoiado por Roberto Cidade, na época, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), causou dor à população e que a continuidade dessa gestão é prejudicial ao estado do Amazonas.
Antes do comentário sobre as ações policiais, a postulante do PL já havia criticado a conduta de Cidade durante a crise sanitária e mencionado a assinatura de contratos de meio bilhão de reais entre o poder público e empresas pertencentes à família do deputado. Ela sustentou que os negócios familiares receberam pagamentos enquanto vítimas do período pandêmico continuam sem reparação.
Roberto Cidade rejeitou integralmente as acusações sobre as atividades comerciais da família e defendeu a legalidade das prestações de serviços. O postulante declarou que se afastou do comando das empresas ao ingressar na política e pontuou que o grupo atua no mercado há mais de quatro décadas, atendendo entes federais, estaduais e governantes de diferentes gestões.
Cidade acusou Maria do Carmo de atuar com desespero eleitoral, criticou o aumento de R$ 100 milhões no patrimônio declarado pela rival e citou uma prisão passada do marido da candidata. O concorrente declarou ainda que realizou investimentos na saúde e acusou a opositora de propagar ódio e fake news.
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