Manaus, 30 de setembro de 2026
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Cenário

“Tratam a saúde como mercadoria”: Maria do Carmo e Isael Munduruku questionam contratos e terceirizações na saúde do AM

Candidata do PL criticou contratos do governo; adversário também questionou modelo de terceirização dos serviços de saúde.

(Foto: Reprodução/ TV Rede Amazônica)

Manaus (AM) – A candidata Professora Maria do Carmo (PL) criticou a gestão atual do Governo do Amazonas durante o debate da Rede Amazônica, nesta terça-feira (29), ao questionar contratos e investimentos na saúde pública.

“Tratam a saúde como se fosse mercadoria. Essa é a realidade sem médicos especialistas”, afirmou. A candidata também citou contratos de aluguel de veículos e questionou gastos públicos com serviços terceirizados.

A professora classificou o modelo adotado pelo governo como uma “privatização do público” e criticou a existência de contratos que, segundo ela, envolvem valores elevados enquanto pacientes enfrentam dificuldades para conseguir atendimento.

“Hoje, tem-se no governo inteiro contratos de toda ordem. Vergonhosos. Verbas milionárias enquanto o povo sofre”, declarou.

A candidata também citou problemas na rede de saúde e afirmou que a falta de atendimento pode ter consequências graves para a população.

“Isso é uma palhaçada. […] Essas coisas matam. Matam na fila dos hospitais”, disse.

Munduruku rebate

Após a fala, Isael Munduruku (Rede) direcionou a crítica à própria candidata e questionou sua experiência com contratos privados na área da saúde.

“Você sabe muito bem que com a candidata Maria do Carmo na gestão pública, vocês estarão efetivamente perdidos”, afirmou.

Munduruku também criticou o modelo de contratação de empresas para prestação de serviços de saúde. Segundo ele, a intermediação pode prejudicar profissionais que atuam na rede pública.

“O Estado muitas vezes pode dizer: eu estou pagando, mas o médico vai dizer: eu não estou recebendo”, declarou.

O candidato defendeu mudanças no modelo de contratação e afirmou que, em sua eventual gestão, pretende alterar a relação entre o Estado, empresas e profissionais da saúde.

 

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