Manaus, 30 de setembro de 2026
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Manaus, 30 de setembro de 2026

Cenário

Pauderney Avelino caminha para nova suplência após sequência de derrotas eleitorais

Ex-deputado perdeu força nas urnas desde 2014, ficou suplente em 2018 e 2022 e chegou a disputar o comando do União Brasil.

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(Foto: Celso Maia/Portal AM1)

Manaus (AM) – A projeção de que Pauderney Avelino termine as Eleições 2026 como primeiro suplente do PSD para deputado federal coloca o ex-parlamentar diante de mais um capítulo de uma trajetória eleitoral marcada, nos últimos anos, pela redução da votação e pela dificuldade de recuperar o espaço que já ocupou na política amazonense.

Segundo avaliação do analista político Durango Duarte, o PSD deve conquistar duas das oito cadeiras do Amazonas na Câmara dos Deputados, com Átila Lins e Sidney Leite na condição de titulares. Pauderney apareceria logo atrás, como primeiro suplente da legenda. A projeção, contudo, ainda não representa resultado eleitoral definitivo.

De mais de 100 mil votos à suplência

Os números das últimas eleições mostram uma trajetória de queda na votação de Pauderney. Em 2014, quando disputou novamente uma vaga na Câmara pelo então DEM, ele recebeu 102.488 votos e foi eleito.

Quatro anos depois, a votação caiu para 72.358 votos. Pauderney não conseguiu renovar o mandato e terminou como suplente. Em 2022, já pelo União Brasil, o recuo foi ainda maior: 52.014 votos, novamente insuficientes para garantir uma cadeira titular. Ele terminou em 12º lugar na disputa pelas oito vagas do Amazonas.

A comparação entre 2014 e 2022 mostra uma redução de aproximadamente 49% na votação do político.Ou seja, em duas eleições, Pauderney passou de mais de 100 mil votos e mandato titular para pouco mais de 52 mil votos e a condição de suplente.

A suplência virou caminho de volta à Câmara

A condição de suplente não significou, porém, o afastamento completo do Congresso.Em janeiro de 2024, Pauderney assumiu temporariamente uma cadeira na Câmara após o então deputado Fausto Júnior, do União Brasil, se licenciar para ocupar uma secretaria no governo do Amazonas.

A própria Câmara registra Pauderney como suplente eleito em 2022 e informa que ele assumiu o mandato em 22 de janeiro de 2024. O retorno, portanto, não ocorreu pela votação obtida nas urnas para 2023-2026, mas por uma movimentação política que abriu espaço para o primeiro suplente da chapa.

Desde então, Pauderney alternou períodos no exercício do mandato com afastamentos conforme os titulares retornavam ou se licenciavam.

Disputa pelo comando do União Brasil

Antes de voltar ao Congresso pela suplência, Pauderney também esteve no centro de uma disputa interna pelo comando do União Brasil no Amazonas. Com a fusão entre DEM e PSL, que deu origem ao União Brasil em 2022, Pauderney ficou inicialmente à frente da direção estadual. A permanência, entretanto, entrou em disputa com o então governador Wilson Lima.

Segundo o BNC, o conflito pelo comando da legenda se arrastou até 2024. Wilson reivindicava o controle do partido para conduzir as articulações políticas e eleitorais. Em janeiro daquele ano, a Executiva Nacional indicou o governador para assumir provisoriamente a presidência estadual da sigla.

O movimento também teve efeito direto sobre a situação de Pauderney na Câmara: no fim de 2023, Fausto Júnior deixou o mandato para assumir uma secretaria no governo Wilson Lima, abrindo espaço para Pauderney, então primeiro suplente, retornar à Câmara.

A disputa terminou com Wilson no comando estadual do União Brasil, enquanto Pauderney permaneceu como uma das principais figuras da legenda no cenário nacional. Em 2024, ele chegou a integrar a direção nacional do partido.

De protagonista a uma nova suplência?

O cenário projetado para 2026 contrasta com a posição que Pauderney já ocupou na política amazonense. Ele exerceu sucessivos mandatos na Câmara desde 1991 e voltou ao Congresso em 2011 e 2015. Também disputou o Senado em 2006, quando terminou em segundo lugar, e a Prefeitura de Manaus em 2012, sem ser eleito.

Depois da eleição de 2014, quando ultrapassou a marca de 100 mil votos, veio uma sequência de resultados inferiores: 72,3 mil votos em 2018 e 52 mil em 2022. Em 2026, agora filiado ao PSD e novamente candidato a deputado federal, Pauderney aparece em uma projeção eleitoral na primeira suplência da legenda.

O desenho apontado por Durango Duarte coloca Átila Lins e Sidney Leite como os dois nomes do PSD que ocupariam as vagas titulares, enquanto Pauderney ficaria na primeira suplência.

Uma nova dependência das articulações políticas

Caso a projeção se confirme nas urnas, Pauderney poderá novamente depender de movimentações posteriores à eleição para chegar à Câmara, como ocorreu em 2024.

A experiência recente mostra que a suplência pode resultar em exercício efetivo do mandato quando um titular se licencia ou assume outra função. Foi justamente dessa maneira que Pauderney retornou ao Congresso na atual legislatura.

O cenário de 2026, portanto, reúne três elementos da trajetória recente do político: queda na votação, repetição da condição de suplente e dependência de articulações partidárias para permanecer no Congresso.

A diferença é que, desta vez, a eventual suplência ocorreria dentro do PSD, partido no qual Pauderney disputa sua quarta eleição consecutiva para deputado federal desde 2014. A definição, porém, caberá ao eleitorado nas urnas.

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