Memórias da Covid-19. (Foto: Valdo Leão / Semcom)
Manaus (AM) – O Museu da Cidade de Manaus, no Paço da Liberdade, Centro Histórico, recebe a exposição nacional “A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros”. A mostra é promovida pelo Ministério da Saúde e conta com apoio da Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Aberta nesta quarta-feira (30), a exposição reúne fotografias, vídeos, cartazes, diários, mensagens, relatos e depoimentos de pessoas de diferentes regiões do país. A proposta é recuperar experiências vividas durante a pandemia e preservar histórias que marcaram o período.
Entre os episódios abordados está a crise de oxigênio enfrentada por Manaus em janeiro de 2021, quando a falta do insumo provocou uma das situações mais graves vividas pela cidade durante a pandemia.
Para o presidente da Manauscult, Marcio Braz, a mostra cria um espaço para revisitar as experiências daquele período.
“É uma exposição tecnológica, interativa e cheia de memórias e sentimentos. São depoimentos de mulheres e histórias de pessoas que viveram aquele período, além dos nomes de pessoas que infelizmente faleceram em decorrência da pandemia”, afirmou.
A exposição já passou por Brasília (DF) e São Paulo (SP), onde recebeu mais de 20 mil visitantes. Em Manaus, a programação aborda temas como ciência, saúde pública, comunicação e memória social, além de homenagear pessoas afetadas pela Covid-19.

Memórias da Covid-19. (Foto: Valdo Leão / Semcom)
Reflexos na saúde pública
A exposição também coloca em debate as mudanças ocorridas na estrutura da saúde pública desde o início da pandemia.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Nagib Salem, recordar o período permite observar como a rede de atendimento foi modificada nos últimos anos.
“A gente não pode esquecer o que aconteceu. Quando lembramos o que passou, também pensamos no que mudou de lá para cá em relação à estruturação da saúde pública”, afirmou.
De acordo com o secretário, a rede municipal foi ampliada com novas unidades e estruturas de atendimento.
“Hoje temos unidades com mais de 1,2 mil metros quadrados, com todas as condições para realizar o pré-atendimento que, naquela época, não tínhamos. Temos trabalhado fortemente nessa estruturação”, acrescentou.
Histórias de Manaus
A temporada em Manaus é realizada pelo Ministério da Saúde, por meio do Centro Cultural do Ministério da Saúde, e permanece aberta ao público até 29 de novembro.
A coordenadora-geral de Documentação e Informação do Ministério da Saúde, Maria Resende, representou o ministro Alexandre Padilha na abertura.
Segundo ela, a população de Manaus poderá se identificar com parte das histórias apresentadas pela mostra, especialmente pelos impactos que a pandemia provocou na cidade.
“A população de Manaus vai poder se reconhecer nos módulos e também em alguns dos relatos apresentados. Isso é muito importante porque Manaus viveu de uma forma mais intensa esse período da pandemia”, afirmou.

Memórias da Covid-19. (Foto: Valdo Leão / Semcom)
Entre os relatos está a história do cacique Messias Kokama, que morreu durante a pandemia. A trajetória é lembrada pela filha, a cirurgiã-dentista Miriam Moreira.
Para ela, a exposição preserva as lembranças daquele período, mas também funciona como alerta sobre a necessidade de manter cuidados de saúde e vacinação.
“Além de manter a memória, também é um alerta para as próximas gerações”, destacou.
A comissária de bordo Danielle Alves, que perdeu pessoas próximas durante a pandemia e teve o trabalho afetado naquele período, também participou da mostra. Para ela, revisitar as experiências ajuda a compreender os impactos provocados pela crise.
“Eu acho que isso traz um novo panorama, uma nova visão do que aconteceu com a gente, de como conseguimos superar aquele período e de como essa experiência pode nos ajudar a evitar os mesmos erros do passado”, afirmou.
(*) Com informações da assessoria
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