(Foto: Divulgação/Sedel)
Manaus (AM) – A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (SEDEL) reconheceu uma dívida de R$ 90 mil com a empresa Greenleaf Projetos e Serviços S.A. referente à manutenção de gramados e estruturas de três estádios administrados pelo Estado.
O serviço foi realizado em março de 2026, mas o pagamento foi formalizado somente em setembro, por meio de Termo de Ajuste de Contas (TAC).
O documento publicado no Diário Oficial do Estado do Amazonas na última terça-feira (29) informa que o serviço envolveu a Arena da Amazônia-Vivaldo Lima, o Estádio Carlos Zamith e o Ismael Benigno, a Colina.
Segundo o termo, a despesa corresponde à manutenção e conservação, incluindo serviços corretivos e emergenciais, dos gramados, áreas do entorno, sistemas de irrigação e drenagem dos equipamentos esportivos.
A prestação ocorreu entre 1º e 31 de março, enquanto a nota fiscal, no valor de R$ 90 mil, foi emitida em 11 de junho. O reconhecimento da despesa e a emissão da Nota de Empenho nº 2026NE0000313 ocorreram somente em 22 de setembro.
O pagamento foi classificado como indenização, e não como uma despesa contratual ordinária. O documento cita pareceres jurídicos e de controle interno da própria SEDEL para fundamentar o reconhecimento da dívida.
Problemas nos gramados
A formalização da dívida ocorre após episódios envolvendo as condições dos gramados dos estádios amazonenses ao longo de 2026.
Em maio, uma partida entre Amazonas e Paysandu pela Copa Verde precisou ser transferida da Arena da Amazônia para o Carlos Zamith. Documento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) registrou a mudança em razão das condições do gramado da Arena.
No fim do mesmo mês, o gramado do Carlos Zamith também entrou no centro das atenções. Reportagem do ge mostrou a realização de uma partida amadora no estádio pouco depois de um jogo oficial entre Manaus e Nacional-AM. A SEDEL abriu sindicância e afastou o administrador do estádio durante a apuração. A situação ocorreu em meio a reclamações sobre as condições dos gramados dos equipamentos esportivos.
Em julho, imagens da Arena da Amazônia voltaram a levantar questionamentos sobre o estado do gramado antes de uma partida do Nacional-AM. Áreas com areia exposta e pouca cobertura de grama foram registradas no estádio.
O que o documento não esclarece
O termo também não detalha, no texto publicado, por que um serviço de manutenção continuada dos equipamentos esportivos precisou ser reconhecido posteriormente por meio de uma despesa indenizatória.
A situação levanta questões administrativas sobre o planejamento da contratação e a execução dos serviços de manutenção dos estádios, especialmente diante dos problemas registrados nos gramados durante o ano.
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