Manaus, 8 de outubro de 2026
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Cenário

Omar diz que interior do Amazonas está ‘muito abandonado’

Candidato ao governo também criticou perda de capacidade de investimento e alertou para efeitos da Reforma Tributária.

(Foto: Reprodução/Rede social)

Manaus (AM) – O candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), afirmou que o interior do Estado está “muito abandonado” e colocou a aproximação com prefeitos e lideranças municipais entre as prioridades do segundo turno. A declaração foi dada nesta terça-feira (6), durante entrevista ao programa Povo na TV, da TV Norte. Ao apresentar propostas para os municípios, Omar citou investimentos em saúde, segurança e educação, mas também reconheceu desafios relacionados à capacidade de investimento do Estado diante das mudanças provocadas pela Reforma Tributária.

Ao falar sobre o interior, Omar afirmou que pretende retomar o diálogo com representantes dos municípios para revisar as propostas apresentadas no primeiro turno e incorporar novas demandas.

“Quero discutir agora com todas as lideranças do interior as propostas que nós apresentamos no primeiro turno e receber sempre orientação e novas propostas, porque isso não é um pacote fechado”, afirmou.

O candidato classificou o interior como “muito abandonado” e disse que a distância entre Manaus e os demais municípios não pode representar também uma distância no acesso a serviços públicos e oportunidades.

Nas redes sociais, Omar resumiu a proposta com a afirmação de que “a distância de Manaus não pode ser a distância do desenvolvimento”. Segundo o candidato, a intenção é ampliar a atenção do governo para além da capital.

Entre as propostas apresentadas estão a construção de Hospitais Regionais, UTIs, maternidades e ampliação do atendimento médico especializado nos municípios. A ideia é reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para Manaus em busca de serviços de maior complexidade.

Na segurança, Omar citou a retomada do Ronda no Bairro nos municípios, além de policiamento nas cidades, comunidades e rios. Já na educação, prometeu ampliar a construção de escolas de tempo integral, com atenção à alimentação escolar e à valorização dos profissionais de ensino.

As propostas colocam a descentralização dos serviços públicos como uma das principais bandeiras do candidato para o segundo turno. Ao mesmo tempo, a execução dessas medidas dependerá de recursos, estrutura e capacidade de manutenção dos serviços nos municípios.

Omar também afirmou que pretende conversar com prefeitos e lideranças que apoiaram outros candidatos na primeira etapa da eleição.

“Alguns que não me apoiaram nesse primeiro turno já conversaram comigo, então todos estão dispostos a sentar e conversar. A política é você somar”, declarou.

A articulação política com os municípios ocorre paralelamente à discussão sobre as condições financeiras para colocar as propostas em prática. Durante a entrevista, Omar colocou a Reforma Tributária entre os desafios da próxima gestão e defendeu que o Amazonas se prepare para mudanças no sistema de arrecadação.

O candidato relacionou a questão tributária à perda da capacidade de investimento do Estado e afirmou que a dificuldade para financiar políticas públicas tem levado o governo a buscar recursos por meio de operações de crédito.

“Hoje não tem mais isso. Fica atrás de recurso, endividando o Estado. É uma bola de neve que vai rodando”, disse.

Omar, no entanto, não apresentou durante a entrevista detalhes de um eventual plano de ajuste fiscal, metas para redução do endividamento ou como pretende financiar especificamente as obras e serviços prometidos para o interior.

A questão ganha peso justamente porque a proposta de ampliar hospitais, segurança, escolas e atendimento especializado nos municípios exige capacidade de investimento e manutenção por parte do Estado.

No segundo turno, marcado para 25 de outubro, e Omar tenta ampliar o diálogo com lideranças municipais e transformar a crítica ao abandono do interior em uma agenda de governo. O desafio será detalhar como as promessas serão financiadas, quais municípios serão priorizados e em quanto tempo os serviços anunciados chegariam à população.

 

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