Eduardo Braga em Brasília (Foto: Divulgação-Assessoria)
Manaus (AM) – Uma eventual vitória de Omar Aziz na disputa pelo Governo do Amazonas, no segundo turno, abriria espaço para que o senador Eduardo Braga assumisse a coordenação da bancada do Amazonas no Congresso Nacional. Atualmente, a função é exercida por Omar, eleito para representar a bancada em março de 2023.
Além de liderar a bancada, Omar Aziz exerce influência entre senadores e deputados federais do estado. Caso seja eleito governador, a coordenação poderá passar para Braga, reeleito para mais oito anos de mandato no Senado.
A eventual eleição de Omar também abriria espaço para que sua primeira suplente, Cheila Moreira (PT), assumisse a vaga no Senado, conforme a composição da chapa eleita em 2022.
Cenário na bancada federal
A não reeleição de Silas Câmara, que permaneceu por 28 anos na Câmara dos Deputados, e de Átila Lins, que completa 36 anos na Casa, também altera a composição da representação amazonense no Congresso. Nesse cenário, Braga teria caminho aberto para assumir a coordenação da bancada estadual.
O senador tem influência no Senado e é um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa. Braga também foi escolhido relator da Reforma Tributária no Senado e participou das articulações para garantir a prorrogação dos incentivos fiscais do modelo por mais 50 anos, com projeção até 2073.
Atuação no Senado
Braga é titular de cinco colegiados do Senado: Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
Além da participação nessas comissões, Eduardo Braga é líder do MDB no Senado. A bancada reúne nomes como Alessandro Vieira, Confúcio Moura, Ivete da Silveira, Jader Barbalho, Marcelo Castro, Renan Calheiros, Renan Filho e Veneziano Vital do Rêgo.
A Reforma Tributária sobre o consumo no Brasil foi instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025. A medida substitui cinco tributos antigos por um modelo de IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado).
Braga também será relator, no Senado, do Projeto de Lei nº 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
A escolha foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que comunicou a decisão a Braga após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
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