(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
O senador Omar Aziz (PSD), candidato ao Governo do Amazonas, afirmou que pretende avaliar contratos de serviços terceirizados na saúde estadual e citou um contrato de R$ 280 milhões para telemedicina. Segundo ele, a análise deve considerar os custos e os benefícios dos serviços contratados.
A declaração foi feita durante entrevista ao consórcio G6, formado pelos portais BNC Amazonas, Amazonas Atual, Portal Único, Portal do Marcos Santos, Portal do Mario Adolfo e Blog do Hiel Levy.
Questionado pelo Portal AM1 sobre a possibilidade de restabelecer o controle do Estado sobre a gestão dos hospitais estaduais, com revisão ou encerramento de contratos com Organizações Sociais (OSs), como o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (IDEAS) e a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR), o senador afirmou que não conhece as empresas pelo nome.
“Eu não conheço as empresas pelo nome. Eu sei que existem hoje empresas atuando terceirizadas e que tudo isso vai ser, eu já falei isso aqui, não é só isso, são outras coisas também. Tô falando aqui de um contrato de 280 milhões de telemedicina, pessoal. Pera aí, eu tenho que ver, né? Porque o custo tem que vir um benefício”, declarou.
O questionamento ocorre em meio à ampliação dos contratos de gestão privada de unidades da rede estadual de saúde. Em reportagem publicada em 20 de outubro de 2025, o Portal AM1 informou que o governo do Amazonas havia adjudicado ao IDEAS a gestão do Complexo Hospitalar Leste, formado pelo Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio e pelo Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste, por R$ 1,969 bilhão ao longo de 60 meses.
Em outra publicação, de 12 de dezembro de 2025, o Portal AM1 informou que um aditivo ao contrato entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a AGIR elevou o valor global do acordo para R$ 37,6 milhões. O contrato abrange a gestão do Complexo Hospitalar Zona Sul, que reúne o Hospital 28 de Agosto e o Instituto da Mulher Dona Lindu.
Os contratos integram o modelo de gestão adotado pelo governo estadual para administrar unidades de saúde por meio de organizações sociais. A proposta oficial, conforme registrado na reportagem sobre a AGIR, é ampliar a eficiência e a agilidade dos serviços.
Ao mencionar o contrato de telemedicina, Aziz não detalhou a qual empresa ou órgão o acordo está vinculado. Na entrevista, o senador indicou que pretende analisar os contratos e avaliar se os custos correspondem aos benefícios oferecidos.
LEIA MAIS:





