Manaus, 14 de outubro de 2026
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Manaus, 14 de outubro de 2026

Cidades

Incêndios criminosos no Amazonas podem gerar multas de até R$ 10 mil por hectare

Fiscalização foi reforçada por órgãos estaduais e federais para identificar responsáveis por queimadas e incêndios provocados no estado.

Fiscalização contra incêndios florestais foi reforçada no Amazonas em meio ao aumento dos focos de calor e à fumaça que afeta Manaus e municípios do interior (Foto: Ibama/Divulgação)

Manaus (AM) – Órgãos estaduais e federais intensificaram as ações de fiscalização para identificar e responsabilizar autores de incêndios florestais criminosos no Amazonas. As multas podem chegar a R$ 10 mil por hectare ou fração da área atingida, conforme o enquadramento da infração.

O reforço nas ações foi anunciado nesta terça-feira (13), em Brasília. A operação integrada reúne o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e a Polícia Federal (PF).

Além das multas, os responsáveis podem sofrer outras sanções, como embargo das áreas atingidas e apreensão de equipamentos. Dependendo das circunstâncias, também podem responder criminalmente e estar sujeitos a prisão, conforme a legislação.

Fiscalização contra uso ilegal do fogo

Segundo os órgãos envolvidos na operação, incêndios florestais podem ser provocados com o objetivo de degradar a vegetação, transformar áreas em pastagens e lavouras ou facilitar o avanço do desmatamento ilegal.

A atuação conjunta busca identificar os responsáveis pelas ocorrências, impedir a propagação das chamas e ampliar a fiscalização, principalmente em regiões de difícil acesso.

Qualidade do ar preocupa no Amazonas

Enquanto as ações de fiscalização são reforçadas, a poluição atmosférica permanece elevada em diferentes regiões do Amazonas.

Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), referentes a esta quarta-feira (14), apontaram concentrações elevadas de material particulado fino (MP2,5) em pontos de Manaus e do interior.

Na capital, Compensa e São Jorge registraram 197,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³). No interior, Maués chegou a 238 µg/m³, enquanto Itacoatiara registrou 166 µg/m³, Urucará 160,5 µg/m³, Parintins 141,2 µg/m³ e Itapiranga 132,8 µg/m³.

A exposição à fumaça pode aumentar os riscos à saúde, principalmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

Amazonas registra mais de 1,3 mil focos de calor

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas registrou 1.372 focos de calor entre os dias 1º e 12 de outubro.

Entre os municípios citados, Autazes apresentou o maior número, com 109 focos detectados por satélite. Em seguida aparecem Itacoatiara, com 42; Manaquiri, com 35; Manacapuru e Novo Aripuanã, com 32 cada; Maués, com 30; e Careiro e Borba, com 27 cada.

Os focos de calor são utilizados como indicadores para monitorar possíveis queimadas e incêndios. O registro de um foco, porém, não significa necessariamente que tenha ocorrido um incêndio florestal confirmado, servindo principalmente para orientar o monitoramento e as ações de combate e fiscalização.

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