(Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – Onze pessoas foram presas nos últimos dias em Autazes, a 113 quilômetros de Manaus, por suspeita de envolvimento com queimadas. As detenções ocorrem em meio ao avanço dos incêndios florestais no município, que registrou 139 focos entre os dias 10 e 13 de outubro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
As circunstâncias das prisões e os crimes atribuídos aos suspeitos não foram detalhados até o momento.
Autazes esteve entre os municípios com mais queimadas no país
Entre 10 e 13 de outubro, Autazes contabilizou 139 focos de queimadas, o maior número entre os municípios do Amazonas no período, conforme os dados do Inpe. O volume colocou a cidade entre os municípios brasileiros com mais registros de fogo no início do mês.
Diante do avanço dos incêndios, a prefeitura decretou situação de emergência ambiental, sanitária e agropecuária por 90 dias. A medida prevê o reforço das ações de combate às chamas e de proteção à saúde da população.
Na terça-feira (13), um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de vegetação no bairro Jair de Menezes. Segundo o Corpo de Bombeiros, havia indícios de que o fogo tivesse sido provocado intencionalmente.
Na ocasião, a prefeitura informou que mobilizou caminhões, picapes e aeronaves para combater as chamas. Também anunciou o reforço da fiscalização com a chegada da Polícia Ambiental.
MPAM apura possíveis queimadas criminosas
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para investigar as causas dos incêndios florestais em Autazes, identificar possíveis responsáveis e apurar eventuais danos ambientais.
No âmbito da investigação, o órgão notificou o prefeito Thomé Neto para esclarecer se a prefeitura autorizou queimadas durante setembro e outubro de 2026. O município tem dez dias para responder e apresentar cópias de eventuais autorizações concedidas no período.
O MPAM também encaminhou ofícios à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e às polícias Federal e Civil.
Os órgãos têm prazo de 30 dias para informar as providências adotadas em relação aos incêndios.
Prisões ocorrem durante investigação ambiental
As detenções e a abertura do inquérito civil integram o contexto de apuração dos incêndios que atingem o município. No entanto, ainda não foram divulgados detalhes que permitam relacionar individualmente os suspeitos presos aos 139 focos registrados pelo Inpe.
A investigação do MPAM busca esclarecer a origem das queimadas, verificar a existência de autorizações e apurar possíveis danos ambientais.
A divulgação das circunstâncias das prisões e dos resultados das diligências será fundamental para esclarecer as responsabilidades pelos incêndios e indicar as medidas legais cabíveis.
LEIA MAIS:
- Eduardo Braga e Renato Júnior anunciam reforço federal contra queimadas no AM
- Plínio Valério cobra planejamento para combater queimadas no Amazonas
- Eduardo Braga detalha ações do governo federal contra queimadas no Amazonas





