O senador Omar Aziz (PSD-AM) (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
Manaus (AM) – O candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz, relatou momentos difíceis de sua trajetória pessoal e política nesta quarta-feira (21). Aos 68 anos, o senador afirmou que enfrentou períodos de sofrimento, atribuiu parte das dificuldades a ataques pessoais e disse que as experiências ao longo da vida o ensinaram a lidar tanto com derrotas quanto com vitórias.
Durante a entrevista ao D24AM, Omar afirmou que as consequências dos ataques ultrapassam sua vida pessoal e atingem seus familiares, especialmente os filhos. Segundo ele, a preocupação com os impactos sobre parentes é um dos motivos pelos quais evita adotar um discurso de agressão contra adversários políticos.
“Minha família, meus filhos sofrem com isso. E eu vejo as maldades que fazem comigo, não estão fazendo comigo porque eu tenho couro, mas fazem com meus filhos”, declarou.
O candidato argumentou que pessoas submetidas a ataques públicos podem suportar as críticas, mas que os familiares, especialmente os mais jovens, ficam vulneráveis a situações de constrangimento e bullying. Para Omar, essa percepção está relacionada à empatia e à capacidade de compreender o sofrimento alheio.
“A vida me ensinou a sofrer, a ser derrotado e a ganhar”, afirmou.
Candidato reconhece dificuldades do Amazonas
Ao abordar a possibilidade de assumir o governo estadual, Omar reconheceu que encontrará uma situação difícil e classificou o desafio como uma das principais responsabilidades de sua trajetória política.
Segundo ele, a eventual vitória eleitoral não deve ser encarada apenas como uma conquista pessoal, mas como o início de uma tarefa que exigirá experiência, articulação política e capacidade administrativa.
“A vitória é superimportante, mas a responsabilidade vai ser maior ainda. É um grande desafio”, disse.
O senador também defendeu uma relação crítica e independente com a imprensa em um eventual governo. Ele afirmou que espera receber questionamentos e orientações dos jornalistas, inclusive quando houver erros na administração pública.
“Eu quero ter uma oposição. Eu quero que a imprensa me oriente”, declarou, ao defender que a fiscalização das ações governamentais seja tratada como parte do funcionamento democrático.
Experiência política como argumento eleitoral
Omar também comparou sua experiência política atual com a que tinha quando chegou ao governo estadual, em 2010. Segundo ele, a trajetória acumulada e os contatos construídos em Brasília ampliaram sua capacidade de interlocução com o governo federal e os ministérios.
“Quando eu ofereço o meu nome, eu estou oferecendo o meu nome, mas com a experiência, com o conhecimento, com os contatos, com a interlocução que eu tenho hoje, que é diferente de 2010”, afirmou.
O candidato disse que, atualmente, consegue estabelecer contato direto com integrantes do governo federal, o que, na avaliação dele, pode facilitar a articulação de ações e investimentos para o Amazonas.
As declarações foram feitas durante a campanha eleitoral, período em que Omar busca apresentar sua experiência administrativa como um diferencial para enfrentar os problemas do estado. A avaliação sobre os desafios de um eventual governo, no entanto, dependerá das condições administrativas e financeiras encontradas e das medidas efetivamente adotadas.
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