(Foto: Divulgação/ Assessoria)
Manaus (AM) – O senador Omar Aziz (PSD-AM), eleito governador do Amazonas, defendeu nesta quarta-feira (28), durante discurso no plenário do Senado Federal, a ampliação do adicional de fronteira para servidores públicos federais que atuam em regiões estratégicas do país. Ao tratar da proposta, o parlamentar destacou as dificuldades enfrentadas pelo Amazonas no combate ao tráfico de drogas e na manutenção de profissionais em áreas distantes dos grandes centros urbanos.
Durante a discussão da medida, Omar Aziz agradeceu aos colegas pelas manifestações após sua vitória eleitoral e ao povo amazonense pela escolha para comandar o Executivo estadual. Apesar do resultado das urnas, ele segue exercendo o mandato de senador enquanto não ocorre a transição para o governo do Amazonas.
Ao se dirigir ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Aziz argumentou que a realidade geográfica do estado exige políticas específicas para garantir a presença de servidores federais nas regiões de fronteira.
“Você botar uma pessoa dessa, numa fronteira dessa, sem um adicional, sem uma remuneração decente, é difícil você colocar”, afirmou o senador, ao defender melhores condições de trabalho para profissionais que atuam nessas localidades.
Tráfico de drogas e falta de servidores
Em seu pronunciamento, Omar Aziz citou a região do Alto Solimões e a tríplice fronteira como áreas que enfrentam desafios relacionados ao tráfico de drogas. Segundo o senador, substâncias ilícitas entram no território amazonense por diferentes rotas fluviais, o que exige a presença de órgãos federais para fiscalização e combate ao crime organizado.
Para exemplificar a complexidade territorial do Amazonas, o parlamentar citou as rotas fluviais dos rios Negro, Branco, Purus e Içá, este último na região de fronteira com o Peru.
Na avaliação de Omar Aziz, a dificuldade de fixar servidores em regiões remotas compromete a atuação de instituições como a Polícia Federal e também afeta o funcionamento de universidades federais e de outros órgãos públicos.
“Todo mundo pede para se fazer segurança sem dinheiro, não tem como fazer segurança sem dinheiro”, declarou.
O senador também mencionou a discussão sobre a PEC da Segurança Pública e defendeu que uma eventual participação das Forças Armadas em operações de segurança seja acompanhada dos recursos necessários para custear a mobilização.
Proposta amplia benefício a servidores federais
O projeto aprovado pelo Senado tem origem na Medida Provisória (MP) 1.375/2026 e prevê o aumento do valor do adicional de fronteira, além da ampliação das carreiras públicas contempladas pelo benefício. Entre as categorias mencionadas estão servidores da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da área da Fazenda. Com a aprovação, o texto segue para sanção presidencial.
Aziz afirmou que a medida pode contribuir para melhorar as condições de trabalho de profissionais que atuam em áreas de fronteira e reduzir as dificuldades de permanência nessas localidades. Ele também citou o Amapá e Roraima, estados que enfrentam desafios semelhantes, e ressaltou a extensão das fronteiras internacionais do Amazonas.
“É votar pela condição de trabalho dos servidores federais nas nossas fronteiras”, disse.
Ao encerrar o discurso, o senador defendeu novos avanços nas políticas de segurança pública e afirmou que o adicional representa uma forma de reconhecimento aos profissionais que atuam em áreas de risco.
“Precisamos avançar, e tenho certeza que com a sua presidência, na PEC e na Segurança, nós vamos avançar bastante em relação às fronteiras brasileiras”, concluiu, dirigindo-se a Davi Alcolumbre.
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