Acampamento aprovados (Foto: Lucas Bentes/ Portal AM1)
Manaus (AM) – Quase duas décadas após a realização do concurso da Polícia Civil do Amazonas de 2009, candidatos que afirmam ter sido prejudicados na seleção ainda buscam uma solução para concluir uma etapa necessária à possível nomeação. O grupo pede que o governador eleito Omar Aziz autorize a retomada das negociações com o Estado.
O concurso previa vagas para escrivão e investigador. A etapa de digitação foi anulada após questionamentos judiciais sobre possíveis irregularidades.
Posteriormente, decisões relacionadas a uma ação civil pública permitiram que candidatos considerados prejudicados continuassem no certame e tivessem acesso ao curso de formação, etapa necessária para uma eventual nomeação.
Em 2018, 251 candidatos se inscreveram para participar da formação, mas apenas 211 conseguiram frequentar o curso. Os outros 40 teriam ficado de fora por falta de vagas ou espaço disponível.
O grupo agora espera que a futura gestão estadual abra diálogo para buscar um acordo que permita aos candidatos realizar a etapa pendente.
Número de candidatos ainda precisa ser confirmado
A situação, porém, envolve divergências anteriores sobre quem teria direito ao benefício das decisões judiciais. Em 2018, o Tribunal de Justiça do Amazonas informou que 211 candidatos já haviam sido nomeados e estavam em exercício. Naquele período, a Defensoria Pública apontou que 53 pessoas ainda aguardavam uma definição.
A diferença entre os números reforça a necessidade de verificar a situação processual e a relação atual dos candidatos que permanecem à espera de uma solução. A quantidade de 40 pessoas mencionada na nova reportagem corresponde ao relato de um integrante do grupo e ainda precisa ser confrontada com os registros oficiais.
Cobrança chega ao futuro governo
Ao direcionar o pedido a Omar Aziz, os candidatos buscam uma saída negociada para uma disputa que atravessa diferentes momentos da administração estadual. A expectativa é que o novo governo dialogue com os envolvidos e esclareça quais medidas podem ser adotadas dentro dos limites das decisões judiciais.
Até que haja uma manifestação oficial e uma definição sobre a situação de cada candidato, não é possível afirmar que todos os integrantes do grupo tenham direito à nomeação. O ponto central da cobrança é a busca por uma resposta definitiva para quem afirma ter sido impedido de concluir o curso de formação. Leia mais no BNC Amazonas.
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