(Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
Manaus (AM) – O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) afirmou, nesta segunda-feira (11), em entrevista à Rede Onda Digital, que o Senado estaria “corrompido”. A declaração ocorreu durante críticas à Casa pela ausência de votação e análise do pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Embora tenha reconhecido que não exista registro formal da acusação, durante a entrevista, Alberto Neto declarou que o ministro Alexandre de Moraes faz “chantagem” com senadores.
“No início, o Alexandre Moraes faz chantagem com os senadores. Lógico que isso não vai estar, não está em nada escrito. Mas, quando você olha o contexto, fica muito claro isso”, afirmou.
O parlamentar também reiterou que o Senado estaria “corrompido” e citou a dificuldade enfrentada pela oposição para reunir as 41 assinaturas necessárias para protocolar o pedido de impeachment contra o ministro. Segundo ele, mesmo que o número de apoios fosse maior, a pauta não avançaria.
Críticas ao presidente do Senado
Alberto Neto direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, alegando que a pauta não seria apreciada independentemente do apoio obtido.
“A dificuldade de conseguir 41 assinaturas para pautar o impeachment do Alexandre Moraes foi gigantesca. E, mesmo assim, o presidente do Congresso, que é o presidente do Senado, falou que pode ter 80 assinaturas e que ele não vai pautar. Olha o nível a que nós chegamos. Então, é o Senado que já está corrompido. É o Senado da República Brasileira que está corrompido e não consegue pautar. Não quer dizer que ele vá ser impeachmado ou não, mas pelo menos pautar, para discutir o assunto”, disse.
Contexto histórico
Não há registros recentes, na história do Brasil, de ministros do STF que tenham passado por processo de impeachment. Antes da Constituição de 1988, houve o caso de Barata Ribeiro, nomeado ministro pelo presidente Floriano Peixoto em 1893. Sua indicação não foi confirmada pelo Senado, que rejeitou a nomeação.
No Amazonas, entre os senadores, apenas Plínio Valério manifestou apoio ao pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.
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