Manaus, 6 de julho de 2026
×
Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Aleam repete produtividade da CMM: deputados se dedicam a criar datas comemorativas

A produtividade dos deputados foi tomada pela criação de dias para celebrar profissões, atividades ou causas específicas.

producao-legislativa-da-aleam-

(Foto: Danilo Mello/ Aleam)

Manaus (AM) – Os vereadores de Manaus são conhecidos por liderar a produção de Projetos de Lei (PL) que criam datas comemorativas, mas ao que parece a linha de atuação chegou na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) que tem seguido uma linha de produção muito semelhante à da Câmara Municipal de Manaus (CMM), isso porque, os deputados estaduais tem se empenhado em apresentar propostas diversas para a criação de novas comemorações do calendário do Amazonas.

Nos últimos meses, o plenário da Aleam foi tomado por iniciativas de deputados que se limitam a estabelecer dias para celebrar profissões, atividades ou causas específicas. Embora tenham valor simbólico, esses projetos não enfrentam problemas estruturais do estado, como a precariedade da saúde no interior, as dificuldades de infraestrutura ou as deficiências na segurança pública.

Na Casa Legislativa, tramita projetos para criar o Dia Estadual da Poesia, proposta por Sinésio Campos, o Dia Estadual da Escola Bíblica Dominical (EBD) por Dan Câmara, o Dia Estadual da Advocacia Previdenciária por Rozenha.

O deputado Péricles propôs o Dia Estadual do Terceiro Setor, já o deputado João Luiz apresentou o dia Estadual do Gamer Consciente e o dia do Evangelista Universal.

A deputada Joana D’arc foi responsável pela criação do Dia Estadual do Pet Sitter, Mário César Filho quer o dia do Antigomobilismo destinado a paixão de estudar carros antigos.

O Dia da Mulher Cristã ficou na responsabilidade da deputada Débora Menezes. E assim, a Assembleia Legislativa possui 78 projetos em tramitação que criam novas datas comemorativas, segundo levantamento foi pelo Portal AM1 no SAPL da Aleam.

Produtividade de fachada

O analista político, Helso Ribeiro avaliou que a prática funciona como uma espécie de “atalho” para garantir produtividade no papel, mas sem entregar resultados concretos.

“Assim como ocorre nas Câmaras municipais, especialmente em Manaus, a Assembleia reproduz um modelo de atuação que privilegia a formalidade e a visibilidade rápida. Então, ocorre que um deputado estadual apresenta vários projetos de lei como esse para no fim do mandato ou época de eleição ter o título de que apresentou diversas propostas, mas quando vamos olhar são propostas que não resolvem os problemas”, afirmou.

LEIA MAIS