Em vídeo divulgado nas redes sociais, Adenilson Reis aparece ao lado de Araci Cunha defendendo publicamente a regulamentação da atividade garimpeira no Rio Madeira. O ex-prefeito de Nova Olinda do Norte, conhecido como “Filho do Rio Madeira”, afirmou que o garimpo representa sustento para centenas de famílias da região.
“Somos pela legalização do garimpo no Rio Madeira, mesmo porque temos muitas famílias, pais, mães, que trabalham muito para levar o sustento para os seus lares”, declarou.
Pré-candidato pelo MDB nas eleições de 2026, Adenilson também argumenta que a atividade movimenta a economia local e compara o debate à regulamentação do manejo florestal.
“Assim como se encontrou uma forma de legalizar a exploração de madeira através do manejo, eu tenho absoluta certeza que podemos encontrar uma forma de legalizar a exploração do garimpo no Rio Madeira”, afirmou.
O posicionamento ocorre em meio ao avanço das operações da Polícia Federal contra dragas e estruturas utilizadas no garimpo ilegal no Rio Madeira. As ações vêm causando prejuízos econômicos no interior, mas têm como objetivo conter danos ambientais associados à extração irregular de ouro.
Em 2025, pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas identificaram contaminação por mercúrio em peixes da bacia do Rio Madeira durante a expedição “Iriru 3”, realizada pelo Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT/UEA), dentro do Programa de Monitoramento da Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM).
A engenheira ambiental Silvana Silva, responsável pelas análises, explicou que a contaminação está associada ao uso de mercúrio na separação do ouro durante a atividade garimpeira.
Segundo a pesquisadora, o processo compromete a qualidade da água, provoca assoreamento dos rios e amplia a contaminação dos peixes consumidos por populações ribeirinhas.
Apesar dos alertas ambientais, Adenilson Reis e Araci Cunha defendem que a legalização do garimpo pode representar uma alternativa econômica para trabalhadores do Rio Madeira. O tema deve ganhar espaço no debate político do Amazonas à medida que se aproxima o calendário eleitoral de 2026.