(Foto: Altemar Alcantara.Semcom)
Manaus (AM) – Uma notícia boa para a Saúde no Amazonas com relação aos casos prováveis de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Queda nos casos de dengue
O Estado apresentou uma significativa redução de 51% nos casos prováveis de dengue nos dois primeiros meses de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. O painel de monitoramento do Ministério da Saúde, registrou 2.040 casos prováveis entre 29 de dezembro de 2024 e 1º de março de 2025, contra 4.172 no mesmo intervalo do ano anterior.
Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti em Manaus
A última atualização do Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) em Manaus foi realizada entre os dias 11 e 23 de novembro de 2024, que identificou 11 bairros com alta vulnerabilidade para as doenças transmitidas pelo vetor.
- Zona Oeste: os bairros Tarumã-Açú, Tarumã, Redenção, Alvorada, São Jorge, Compensa e Santo Antônio foram classificados como críticos.
- Zona Leste: os bairros Armando Mendes, São José, Tancredo Neves e Jorge Teixeira também apresentaram índices elevados de infestação.
Sobre o cenário atual desse ano, nossa equipe de reportagem apurou com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que na próxima segunda-feira (17/3), inicia o 1º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2025. O levantamento deve se estender até 27 de março, e vai vos bairros da cidade com o objetivo de mapear os índices de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Brasil também registra queda
A tendência da baixa dos casos acompanha o cenário nacional, que também apresentou uma queda expressiva nos casos de dengue. No mesmo período, o Brasil registrou 493 mil casos prováveis da doença, uma redução de 69,25% em relação aos 1,6 milhão de casos registrados no ano anterior.
Medidas de controle – Ministério da Saúde
Desde a ativação do Centro de Operações de Emergências para Dengue e outras Arboviroses (COE-Dengue), em 8 de janeiro, o Ministério da Saúde intensificou ações para conter o avanço das arboviroses.
Entre as principais estratégias adotadas estão:
- Visitas técnicas a estados e municípios para reforçar a vigilância e o controle da doença;
- Distribuição de 4,5 milhões de testes de diagnóstico para dengue, priorizando localidades com menor acesso a laboratórios;
- Expansão do método Wolbachia para 44 cidades em 2025, ampliando uma estratégia inovadora de controle do Aedes aegypti;
- Reuniões ampliadas do COE com representantes da sociedade civil, sindicatos, federações e entidades científicas;
- Mobilização em escolas, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), para conscientizar crianças e jovens sobre a prevenção; e
- Parceria com o Instituto Butantan para a produção da primeira vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue, com previsão de disponibilizar 60 milhões de doses anuais a partir de 2026.
O que é a dengue?
A dengue faz parte de um grupo de doenças denominadas arboviroses, que se caracterizam por serem causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. No Brasil, o vetor da dengue é a fêmea do mosquito Aedes aegypti (significa “odioso do Egito”). Os vírus dengue (DENV) estão classificados cientificamente na família Flaviviridae e no gênero Orthoflavivirus. Até o momento são conhecidos quatro sorotipos – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 –, que apresentam distintos materiais genéticos (genótipos) e linhagens.
Sinais e sintomas
A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive irem a óbito. A quase totalidade de mortes por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.
- Febre alta, repentina e superior a 38,5°C;
- Dor de cabeça intensa;
- Dores musculares e articulares intensas;
- Náuseas e vômitos;
- Manchas vermelhas no corpo;
- Dor nas costas.
A importância da população no combate
As autoridades de saúde reforçam que, apesar da redução nos números, é essencial manter os esforços contínuos para eliminar os criadouros do Aedes aegypti. A população desempenha um papel fundamental nesse processo, adotando medidas simples, como evitar o acúmulo de água parada em recipientes que possam servir de criadouro para o mosquito. A manutenção dessa tendência de redução depende da colaboração de todos, garantindo um ambiente mais seguro e saudável para a comunidade.
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