Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Economia

Amazonas é o 5° maior produtor de cacau do Brasil; Borba é o município que mais produz

Cerca de 95% do cacau produzido no Amazonas é de origem silvestre.

Borba é a cidade que mais produziu cacau no Amazonas, aponta IBGE (Foto: Reprodução/Freepik)

Manaus (AM) – Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que no Amazonas o município de Borba é o maior produtor de cacau do estado. Em 2022, o município amazonense produziu 656 toneladas de cacau. Conforme o levantamento, a produção rendeu R$ 609 mil.

Vale destacar que as amêndoas do cacau proporcionam um produto saboroso, que é o chocolate. E neste domingo (7) é comemorado o Dia Mundial do Chocolate.

Além de encantar o paladar dos amantes da iguaria ao redor do mundo, o alimento é fonte de geração de renda e empregos nas regiões onde existe a produção e extração do fruto.

O Portal AM1  apurou que houve um acréscimo na produção de cacau nos últimos anos. No ano de 2022, por exemplo, o Amazonas alcançou mais R$ 3 milhões na produção do cacau. Um acréscimo de R$ 55 mil se comparado ao ano anterior.

(Foto: Valor da produção do Cacau/IBGE)

 

Cenário

No cenário nacional, o Amazonas ocupa o quinto lugar no país, precedido por Bahia, Pará, Espírito Santo e Rondônia.

Cerca de 95% do cacau produzido no Amazonas é de origem silvestre e atende às condicionantes de conformidade orgânica.

(Foto: Valor da produção do Cacau/IBGE)

Qual a diferença?

O cacau-silvestre se destaca entre as outras espécies. Ele nasce de maneira espontânea nas florestas tropicais da América Latina e tende a preservar as suas características originais devido à ausência de interferência genética, como acontece nas grandes produtoras de cacau.

O Glossário de Cosmético Vegano e Aromaterapia, produzido pela Zemya, define o cacau-silvestre como sendo um fruto “premium” por se tratar de um cultivo dos pés nativos do fruto. Ainda segundo o material, a espécie silvestre possui raízes nas civilizações mesoamericanas.

“Essas civilizações utilizavam o cacau não apenas como alimento, mas também como moeda de troca e em cerimônias religiosas. Acredita-se que o cacau silvestre tenha sido o precursor do cacau cultivado, sendo domesticado posteriormente pelos povos indígenas”, aponta o glossário.

(Foto: Ruth Jucá/ADS)

Investimento na produção

Por ser uma forte oportunidade de alavancar a economia regional, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) viabiliza o fomento à cultura da fruta em 20 municípios amazonenses com o envio de 400 mil sementes de cacau.

Entre as cidades atendidas estão: Borba, Nova Olinda do Norte, Coari, Novo Aripuanã, Urucurituba, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Iranduba, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. A entrega iniciou em junho deste ano.

Segundo o Idam, o quantitativo deste ano é superior em 6,3% à quantidade enviada em 2023, quando 376 mil sementes foram entregues.

Iniciativas no Amazonas

O Commodity está avançando positivamente no estado. Os números são reflexos dos incentivos à economia e o pioneirismo de alguns empreendimentos locais, como é o caso da Warabu Chocolates.

A sócia e proprietária da empresa, Linda Gabay, conta que empresa surgiu com o intuito de fabricar o melhor chocolate bean to bar do mundo – orgânico, vegano, com identificação geográfica e rastreabilidade.

Apesar do avanço no cenário econômico da região na produção de cacau no Amazonas, a logística ainda se apresenta como um dos principais entraves na produção de um chocolate orgânico e sustentável.

“Não ter sempre matéria-prima de qualidade e certificada orgânica; não ter segurança no fornecimento constante dos insumos de pequenas famílias”, são algumas das dificuldades relatadas por Linda Gabay.

A alternativa para as questões de logísticas e respeito ao desenvolvimento sustentável, Linda Gabay destaca “que a participação das comunidades extrativistas é essencial para a produção e colheita do cacau-silvestre”.

“É o setor primário que sustenta a ponta. Sem a prática de extrativismo ou o sistema agroflorestal, que essas comunidades praticam, não conseguiríamos sozinhos. Receber uma matéria-prima certificada e de qualidade de uma pequena comunidade no interior do Amazonas é mais valioso do que obtê-la de uma grande indústria, pois gera sinergia de objetivos. A Warabu não apenas fabrica chocolate, mas também cria laços com seus fornecedores e contribui para a preservação das nossas riquezas amazônicas. Além de agregar mais valor e visibilidade para a nossa Amazônia”, destaca Gabay.

 

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