(Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)
Manaus (AM) – A corrida pelo Senado no Amazonas deve chegar às eleições de 2026 sem a presença de mulheres entre os pré-candidatos. Até o momento, apenas homens anunciaram ou foram apontados como possíveis concorrentes. Em 2022, apenas uma mulher disputou uma vaga: Marília Freire (PSOL). No próximo pleito, os eleitores amazonenses votarão em duas vagas para o Senado.
Entre os nomes já colocados na disputa estão o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT), o secretário da Casa Civil de Manaus Marcos Rotta (Avante) e os senadores Plínio Valério (PSDB) e Eduardo Braga (MDB), que buscam a reeleição. Além deles, o governador Wilson Lima (União Brasil) também é citado como possível pré-candidato, embora ainda não tenha confirmado oficialmente a participação.
A ausência de mulheres na corrida ao Senado repete um histórico de baixa representatividade feminina no Amazonas. Em 2018, Vanessa Grazziotin foi a única mulher candidata ao Senado, ao tentar a reeleição. Eleita em 2010, ela exerceu mandato de 2011 a 2019.
Antes dela, o estado teve Eunice Michiles, a primeira mulher eleita senadora por voto popular no Brasil, com mandato entre 1979 e 1987. Já Sandra Braga assumiu como suplente de Eduardo Braga em 2011 e permaneceu até 2019, período que coincidiu com o mandato de Vanessa Grazziotin.
Representação
No entanto, sem disputar diretamente o pleito, o estado pode ter representação feminina no Congresso em 2026. Cheila Vieira Moreira pode chegar ao Senado por meio da suplência. Caso Omar Aziz seja eleito governador do Amazonas, ela assumirá a cadeira como primeira suplente, podendo se tornar a primeira mulher nascida no estado a ocupar uma vaga no Senado Federal.
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