Queimadas na Floresta Amazônica no Pará (Foto: Daniel Beltra/Greenpeace/2016)
Manaus (AM) – O Amazonas registrou 31.885 focos de queimadas entre os dias 5 e 9 de outubro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Lábrea e Boca do Acre, no sul do estado, concentram os maiores números, com 5.497 e 3.810 ocorrências, respectivamente.
Juntos, os dois municípios somam 9.307 focos, o equivalente a aproximadamente 29,2% do total registrado no Amazonas durante o período. Autazes aparece na terceira posição do ranking estadual, com 3.431 focos, seguida por Itacoatiara, que contabilizou 2.660 registros.
Lábrea está entre os municípios com mais queimadas no país
No ranking nacional, Lábrea ocupa a quarta posição entre os municípios com maior número de focos de queimadas. Boca do Acre aparece em oitavo lugar. Em todo o Brasil, foram contabilizados 101.892 focos no mesmo intervalo, conforme o levantamento citado.
Os números mostram a concentração de ocorrências em municípios amazonenses, especialmente na região sul do estado, onde as queimadas representam um desafio ambiental durante o período de estiagem.
Queimadas atingem áreas protegidas
Os focos também foram registrados em áreas protegidas do Amazonas. Segundo os dados apresentados, 663 ocorrências foram identificadas em unidades de conservação estaduais e 171 em unidades de conservação federais.
Nas terras indígenas, foram contabilizados 1.531 focos. A Terra Indígena Andirá-Marau lidera os registros nessa categoria, com 654 ocorrências.
A presença de focos nessas áreas chama a atenção para os impactos potenciais sobre a vegetação, a biodiversidade e as comunidades que dependem dos territórios para viver.

Queimadas no Iranduba (Foto: Divulgação)
Dados do Inpe monitoram focos de calor
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais utiliza imagens de satélite para identificar focos de calor e acompanhar a distribuição das ocorrências pelo país.
Os registros são importantes para monitorar a atividade do fogo e orientar ações de prevenção e combate. Entretanto, um foco detectado por satélite não corresponde necessariamente a um incêndio de grandes proporções, e vários focos podem estar associados a uma mesma ocorrência.
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