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23 de setembro de 2020
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Em 24 horas, Amazonas registra quase 9 mil focos de queimadas

Os dados do Inpe revelam que todos os 62 municípios do Amazonas apresentaram, pelo menos, um local incendiado nas últimas 24 horas

Em 24 horas, Amazonas registra quase 9 mil focos de queimadas
Foto: Reprodução/Internet

Em 24 horas, o estado do Amazonas registrou exatos 8.867 focos de queimadas, conforme apurado pelo Portal AM1 junto aos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta terça-feira (11).

Os números revelam que todos os 62 municípios do Amazonas apresentaram, pelo menos, um local incendiado nas últimas 24 horas. A maior parte dos focos de incêndio aparece no sul do estado.

Leia mais: Queimadas na Amazônia têm alta de 28% no mês de julho, informa Inpe

Liderando a lista, o município de Lábrea (a 853 km de Manaus) registrou 2.522 focos de queimadas em apenas um dia, representando 28,5% do total.

O fogo, inclusive, deixou sinais pelo céu da cidade, que nesta semana estava coberto por uma nuvem de fumaça, conforme vídeo que circula nas redes sociais. (veja vídeo abaixo)

Posted by Marcelo Auler on Monday, August 10, 2020

Na sequência, os dados do Inpe mostram que o município de Apuí (a 1123 km de Manaus) contabilizou 1.875 locais incendiados, o que equivale a 21,2%.

Em terceiro na lista está Novo Aripuanã (a 228.88 km de Manaus) – com 1.359 focos de queimadas – correspondendo a 15,4%.

Humaitá, Manicoré, Canutama, Boca do Acre e Maués registraram 819, 702, 602, 181 e 155 focos de queimadas nas últimas 24 horas, respectivamente.

Números menores

Os municípios do Amazonas que apresentaram, de ontem para hoje, os menores registros de regiões incendiadas foram: Codajás (4); Itamarati (3); Manaus (3); Santo Antônio do Içá (3); Benjamin Constant (2); Iranduba (2); Presidente Figueiredo (2); Amaturá (1); Anori (1); Itapiranga (1) e Juruá (1).

Na pandemia

Durante o período de pandemia, causada pelo novo coronavírus no Amazonas, que iniciou em março deste ano, quando foi registrado o primeiro caso confirmado da doença, e dura até hoje, o número de focos de incêndio aumentou em 22,8%, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Segundo os dados do Inpe, enquanto de março a agosto de 2019 foram registradas 74.192 regiões incendiadas, neste ano, no mesmo período, foram registrados 91.868 locais com focos de queimadas em todo o estado do Amazonas.

Clima e fumaça

As queimadas nessas regiões tendem a aumentar durante o segundo semestre do ano, mais especificamente em agosto, quando ocorre o chamado “verão amazônico”.

Segundo o professor de geografia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Valdir Soares, embora seja um período muito seco, não tem como ocorrer uma queimada natural, visto que o bioma amazônico possui bastante umidade.

“Durante as estações secas, o número de queimadas tende a aumentar. Esses focos, a maioria deles, está fortemente associado à atividade antrópica. O bioma amazônico, naturalmente, de acordo com a literatura [estudos específicos], não tem esse potencial de ocorrer uma queimada natural”, disse Soares.

“Durante a estação seca, a umidade no solo tende a diminuir, mas naturalmente, no bioma amazônico, ele tem uma elevada carga de umidade, comparado com biomas como Cerrado e a Caatinga, onde a chance de ocorrer incêndio de forma natural é maior”, continuou.

Sobre a fumaça que encobre o céu, o geógrafo afirma que a nuvem escura pode se alastrar por quilômetros de distância, a depender da circulação do ar.

“Os focos acontecem, de maneira geral, na área rural, mas a capacidade de expansão da fumaça, muitas vezes se torna regional. A fumaça tem a capacidade de dispersão na atmosfera que pode perdurar por horas e dias e, de acordo com a circulação do ar, pode se propagar há quilômetros de distância do seu ponto de origem”, finalizou.

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