(Foto: Reprodução)
O prefeito do município de Humaitá, Herivânio Seixas (PROS) anunciou o cantor Gusttavo Lima como atração na festa de 149 anos da cidade, que acontece na próxima terça-feira, 15, feriado municipal.

Humaitá está entre as cidades do interior que receberam recomendação do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) para não gastar recursos públicos com festividades, em janeiro deste ano. O órgão frisou nas recomendações, que os municípios do Amazonas passam por severa crise financeira e que a medida preserva o interesse público e os serviços essências de educação, saúde, entre outros.
Recentemente, outro órgão a se manifestar contra a festividade foi o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio das 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Humaitá, que ajuizou uma Ação Pública no dia 20 de abril para impedir a realização da festa.
Para o MP, a festa é desnecessária, já que os municípios do interior passam por dificuldades em pagar servidores e fornecedores. A Ação foi ajuizada pelos promotores Fabrício Santos Almeida e Simone Martins Lima.
Alto cachê
A Prefeitura de Humaitá vai gastar somente com a atração nacional, entre 250 e 350 mil, que se refere ao valor do cachê do cantor sertanejo, além de gastos com organização e segurança do evento.
As recomendações do MPC foram emitidas para outros municípios, entre eles, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Maués, Manicoré, Rio Preto da Eva, Parintins, Boa Vista do Ramos, dentre outros.
Procurado pelo Amazonas 1, o prefeito de Humaitá, Herivânio Seixas confirmou a realização da festa com a presença de Gusttavo Lima, mas quando questionado se a realização do evento não seria um ato de descumprimento a recomendação do MPC, o gestor afirmou que estaria entrando numa reunião e a ligação foi interrompida. A reportagem tentou novamente entrar em contato com o prefeito, mas não obteve êxito.
Ao Amazonas 1, o MPC informou por meio da assessoria de comunicação que se o gestor não atender a recomendação, o fato poderá ser analisado na prestação de contas da prefeitura do município.
A cidade deve atualmente à Eletrobras Amazonas Distribuidora um montante de R$ 9 milhões, além de dívida judicial de R$ 13 milhões por descumprir um Termo de Ajustamento de Conduta que determinava a construção de um aterro sanitário na cidade.





