As ações da PM ocorreram em sete municípios do Amazonas (Divulgação)
Os Soldados da Polícia Militar do Estado do Amazonas vão deliberar uma possível greve da categoria neste sábado, 6, para reivindicar o pagamento da data-base, que já está atrasado desde segunda feira, dia 1° de abril. A reunião para a deliberação será composta pelas três associações que representam os praças.
Na última segunda-feira (1°), dia que era para ter sido efetuado o pagamento da reposição salarial, conforme Lei, houve uma reunião com o vice-governador, Carlos Almeida, para definir datas e pagamentos.

Algumas das principais reivindicações dos soldados da PM é o pagamento da data-base, as promoções dos praças e o auxílio fardamento (divulgação)
Segundo o presidente da Associação dos Praças do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, o vice-governador disse que iria anunciar quando seria paga a data-base. “Ele disse que até ontem iria definir o dia do pagamento da data-base, mas até o momento não deu nenhuma resposta para a categoria e nem mandou nenhum representante. Era pra ter sido pago desde segunda-feira, está previsto em Lei” disse.
De acordo com Feitosa, diante desse descaso, a tendência é que haja uma greve logo após a assembleia no sábado. “Na assembleia de sábado nós vamos decidir os destinos que iremos tomar, tendo em vista os prejuízos que a categoria já está tendo com esses atrasos, a tendência é que haja uma greve sim” declarou.
Algumas das principais reivindicações dos soldados da PM é o pagamento da data-base, as promoções dos praças e o auxílio fardamento.
Governador omisso
Segundo Feitosa, o governador se reúne com todas as categorias menos com os policiais. “Na segunda nós nos reunimos com o vice-governador porque até agora o governador não se deu o trabalho de reunir com ninguém que represente a categoria. Ele reúne com todo mundo menos com a polícia militar” disse.
Mais greves
Além dos Policiais Militares, os professores da rede pública de ensino também estão reivindicando o reajuste salarial da categoria. Ontem, 2, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) realizou um protesto em frente à sede do governo, o ato teve um número de 1.000 pessoas concentradas e cerca de 34 cidades do Estado acataram a recomendação de paralisação nas escolas.
O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom) realizará uma assembleia geral nesta sexta-feira, 5, para deliberar o Estado de Greve da categoria no Amazonas.
A categoria reivindica a proposta da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) de reajuste salarial em 3,93%, no entanto, o que os professores pedem é um reajuste de 15%. Sem acordos, entre as partes, o sindicato retomou as manifestações de insatisfação.





