Amom e Guedes agem contra Ano Novo milionário de David Almeida

A previsão é de que a administração municipal desembolse R$ 10 milhões para o Natal e o Ano Novo. Só para o show do cantor Luan Santana, na virada do ano, David Almeida vai pagar R$ 600 mil
Publicado em 29/11/2021 16:32
Amom e Guedes tomam medidas contra ano novo milionário de David Almeida
Foto: ARQUIVO CMM

Manaus, AM – Os vereadores Amom Mandel (Podemos) e Rodrigo Guedes (PSC) já começaram a se mexer a respeito dos gastos milionários anunciados pelo prefeito David Almeida (Avante) para as comemorações de fim de ano. A previsão é de que a administração municipal desembolse R$ 10 milhões para o Natal e o Ano Novo. Só para o show do cantor Luan Santana, na virada do ano, David Almeida vai pagar R$ 600 mil.

Diferente da última vez, na qual os parlamentares se uniram para derrubar a licitação que visava construir um anexo para a Câmara Municipal de Manaus (CMM) por quase R$ 32 milhões, os vereadores agem de forma diferente e separados.

O vereador Rodrigo Guedes anunciou, dias atrás, que ingressou na Justiça com uma Ação Popular com pedido de liminar. No documento, Guedes explicou que o valor pago pelo show do cantor nacional, R$ 600 mil, é praticamente o dobro do que é geralmente pago e questionou o motivo disso.

O parlamentar destacou, ainda, que as festas podem colocar em risco sanitário os cidadãos, mesmo que vacinados. Em entrevista ao Portal Amazonas1, nesta segunda-feira (29), o vereador disse que a situação é muito grave.

“Além de ser um uso totalmente desnecessário do dinheiro público nesse volume de R$ 10 milhões, isso, por si só, já é grave, um escárnio com o dinheiro público, simplesmente torrar o dinheiro público de qualquer jeito, com pão e circo […] Temos ainda um fator que são os riscos ainda existentes da pandemia, a gente tem aí uma nova variante que surgiu na África do Sul. A gente não sabe o potencial agressivo dela, potencial devastador, enfim, Europa tendo 4ª onda. Por que a gente vai ser imprudente de colocar as pessoas em risco, se o poder público tem que ser o primeiro a zelar pela saúde e segurança das pessoas?”, questionou.

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“Então, acho muito grave. Espero que a Justiça decida favoravelmente, porque o dinheiro público não é porque está ali no caixa que pode ser usado de qualquer jeito, tem que investir no que é prioridade”, disse.

Já Amom age sozinho, questionando a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) sobre os preparos da administração municipal para a realização do evento.

“As medidas que eu estou tomando se referem ao mandato como vereador e não a minha atuação como cidadão. Nesse sentido, eu tenho enviado requerimentos de informação a Secretaria Municipal de Saúde e vou continuar enviando, para saber quais são os tipos de preparos que estão sendo feitos para essas festas de fim de ano. Na mesma esteira, eu questiono o valor excessivo que está sendo gasto ou que será gasto com esse show de fim de ano, com o pagamento que é o dobro do preço do que seria o cachê do cantor Luan Santana e de outras atrações nacionais que vão estar presentes”, afirmou Amom.

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Segundo o parlamentar, a Prefeitura de Manaus realiza vários eventos sem qualquer estudo ou análise dos riscos. “Eu acredito que, como foi dito, essas festas de fim de ano e qualquer outro tipo de evento, com aglomeração em massa, deveria ser realizado mediante análise de critérios técnicos e não políticos. O que a gente vê é que a prefeitura tem feito desde o começo do ano a velha política, aquilo que a gente chama de pão e circo”, disse.

Ao Portal Amazonas1, Amom também destacou a questão da nova variante Ômicron, que pode ser um risco ao mundo todo, incluindo a capital amazonense. Segundo o parlamentar, a prefeitura esquece que Manaus faz parte do mundo. “Eu acho que a gente tem que focar nos critérios técnicos, a gente tem que focar no resto do mundo, temos que perceber que nos outros países, na Europa, na China, na Ásia e nos EUA, já estão voltando a impor as restrições de circulação em razão do surgimento de novas cepas e que Manaus não é imune à covid do resto do mundo, a covid vem do resto do mundo para Manaus. Aparentemente, o prefeito, a secretária e as pessoas da prefeitura e da Câmara Municipal de Manaus estão esquecendo que Manaus faz parte do mundo. Parece que a gente é uma ilha e que a covid não afeta mais Manaus. É melhor pecar pela cautela, pelo excesso, do que pela falta”, disse.

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