Manaus, 30 de julho de 2026
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Brasil

Anvisa deve receber pedido de uso emergencial da Covaxin nesta segunda

Apesar do pedido, o Ministério da Saúde já avalia suspender ou até mesmo cancelar o contrato para obtenção das doses

anvisa

Foto: Agência Brasil

BRASÍLIA, DF – A Precisa Medicamentos, empresa que representa a farmacêutica indiana Bharat Biotech no Brasil, informou que apresentará nesta segunda-feira (28) à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) um pedido de uso emergencial da vacina Covaxin.

A medida ocorre no momento em que um contrato firmado pelo Ministério da Saúde com a empresa é o novo foco de análise da CPI da Covid em meio a investigações por suspeita de irregularidades.

Em nota, a empresa diz que a autorização é “a única etapa que falta” para que 20 milhões de doses negociadas com a Saúde “comecem a ser importadas e aplicadas no Brasil”.

“Estudos internacionais já apontaram eficácia geral da Covaxin de 78% em sintomáticos e 100% em casos graves, o que colaboraria de forma significativa na redução das mortes no Brasil”, informa.

Apesar do anúncio da empresa, o Ministério da Saúde já avalia suspender ou até mesmo cancelar o contrato para obtenção das doses.

Segundo a Precisa, a decisão por fazer o pedido de uso emergencial nesta segunda foi tomada após obtenção de documentos e dados extras que estavam pendentes.

O contrato da Saúde com a Precisa foi firmado em fevereiro, ainda em um momento em que a vacina não tinha tido todos os resultados de estudos clínicos divulgados, e com previsão de custo de US$ 15 a dose.

Integrantes do governo dizem que o governo tinha como objetivo obter doses ainda no primeiro semestre. A previsão de entrega, no entanto, nunca foi cumprida.

No início de junho, após negativa de um pedido anterior, a Anvisa concedeu aval ao Ministério da Saúde para importação da vacina, desde que cumpridos diferentes requisitos, como acompanhamento em estudos clínicos. O volume de doses para importação inicial também foi limitado a 4 milhões. Desde então, porém, a pasta não fez novas reuniões com a Anvisa.

Dentro do ministério, a avaliação é que a soma das investigações, falta de aval para uso emergencial e a dificuldade na previsão de entrega colaboram para a possibilidade de cancelamento do contrato.

Nos últimos meses, a Precisa chegou a divulgar que apresentaria documentos para o pedido de uso emergencial, mas a solicitação não foi protocolada oficialmente.

Por outro lado, a empresa fez um pedido para estudos clínicos da vacina no Brasil, o qual foi aceito em maio pela Anvisa. A previsão é que os testes sirvam como complemento a dados da vacina obtidos em estudos na Índia.

Em nota, a empresa diz que dará início aos testes “em breve”, com apoio do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.

(*) Com informações da Folhapress

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