Manaus, 27 de maio de 2024
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Cenário

Após denúncia de moradores, MPAM determina investigação na Cachoeira do Tarumã

Conforme o Ministério Público do Amazonas ( MPAM ), há suspeita de que o grupo esteja fazendo derrubada de árvores e assoreamento de igarapé.

Após denúncia de moradores, MPAM determina investigação na Cachoeira do Tarumã

(Foto: Reprodução)

Manaus (AM) – Ao menos quatro investigações estão sendo realizadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), desde a última quarta-feira (11), contra proprietários de comércios do entorno da avenida do Turismo e da estrada do Tarumã, zona Oeste de Manaus.

Conforme o Ministério Público do Amazonas ( MPAM ), há suspeita de que o grupo esteja fazendo derrubada de árvores e assoreamento de igarapé.

A denúncia se deu por meio da Associação de Moradores e Amigos da rua Caravelle, no Tarumã, que enviou uma carta ao Ministério Público contando sobre a destruição e os impactos no meio ambiente. Conforme a denúncia, a região é Área de Proteção Ambiental (APA) entre o Tarumã e a Ponta Negra, e do Corredor Ecológico das Cachoeiras do Tarumã, que integram o mosaico de áreas protegidas do Rio Negro.

No processo, foi identificado, segundo o Ipaam, diversas irregularidades nas áreas dos empreendimentos quando foi realizada uma vistoria em dezembro de 2023. Na ocasião, o órgão contabilizou 33 empreendimentos na área. E ainda alertou que retornaria para monitorar a regularidade ambiental dos ocupantes.

A vistoria foi uma determinação da Justiça do Amazonas, que atendeu a um pedido do Ministério Público, após receber denúncia em novembro de 2022. O local abriga diversas espécies da fauna e flora nativas da região amazônica.

A denúncia relatou que o crime ambiental ocorreu quando as obras de duplicação da avenida do Turismo estava sendo executada. Além da derrubada de árvores, ocorreram ocupações irregulares em áreas não permitidas e ainda a abertura de uma estrada cujo destino é um igarapé.

A promotora de Justiça Ana Cláudia Abboud Daou determinou a abertura de inquérito civil contra uma lanchonete após a constatação dos fatos pelo Ipaam. A promotora determinou que seja verificado se as empresas promoveram danos ambientais e identificar os agentes que devem ser responsabilizados.

“Haja vista a complexidade dos fatos trazidos e a amplitude dos objetos que serão investigados, bem como os agentes a serem possivelmente responsabilizados, determina-se o desmembramento das investigações, a partir dos empreendimentos identificados pelo Ipaam”, diz trecho do despacho.

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