Manaus, 8 de julho de 2026
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Manaus, 8 de julho de 2026

Cidades

Após pedido dos professores, sindicatos devem se unir contra o governo

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) enviou uma carta aberta ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteam) pedindo unidade pelo fortalecimento da greve da categoria. Os professores pedem reajuste salarial de 35%, repondo as perdas inflacionárias dos últimos quatro anos, mas o governo insiste em reajuste de 4,75%, mais 10% ao longo do ano.

Nesta quarta, professores fazem manifestação na frente da sede do governo (Foto: Manaustrans)

Na manhã desta quarta, a coordenadora da Asprom, Helma Sampaio, enviou o documento ao presidente do Sinteam, Marcus Libório, solicitando um encontro às 12h, no bairro Aparecida, zona sul de Manaus. O objetivo é efetivar uma única comissão de negociação formada por representantes das duas entidades.

A greve dos professores começou no dia 22 de março, iniciada pela Asprom, e teve a adesão do Sinteam no dia 26. Mais de 80% das escolas em todo o Estado estão com as atividades paralisadas.

Ontem, representantes dos dois sindicatos estiveram na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) para ouvir as explicações do secretário de Estado de Educação, Lourenço Braga, que foi convocado pelos parlamentares.

O secretário não compareceu, alegando um clima hostil.

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Novas manifestações

Nesta quarta-feira, 4, os professores fazem novas manifestações em Manaus, no 13º dia de paralisação. Na frente da sede do governo, um grupo interditou parcialmente a Avenida Brasil.

Além do reajuste de 35%, depois de quatro anos sem aumento, os professores pedem garantia do plano de saúde, retorno do vale-alimentação, vale-transporte sem desconto, aumento do auxílio localidade, transparência nos recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e cumprimento integral da Hora de Trabalho Pedagógica (HTP).