Manaus, 6 de julho de 2026
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Entretenimento

“Aquelas que me habitam” estreia grátis neste domingo em Manaus

A obra propõe uma experiência sensorial que combina dança, memória, ancestralidade e recursos de acessibilidade.

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(Foto: Divulgação/Assessoria)

Manaus (AM) – O espetáculo “Aquelas que me habitam”, criado pela artista e pesquisadora Francis Baiardi, estreia neste domingo (23), às 19h, no Teatro da Instalação, com entrada gratuita. A obra, que terá mais duas apresentações na temporada, propõe uma experiência sensorial que combina dança, memória, ancestralidade e recursos de acessibilidade.

Inspirado em mulheres amazônicas descendentes das Ykamiabas, o trabalho aborda tanto figuras de resistência quanto aquelas apagadas pela história. Além da performance, o público terá acesso a audiodescrição, intérprete de Libras, abafadores de ruído para pessoas com TEA, trilha sonora original, cenografia integrada ao corpo da intérprete e um e-book que registra o processo criativo.

Francis destaca o espetáculo como um gesto político, por tratar do espaço ocupado por mulheres na criação artística. Segundo ela, conciliar rotina de trabalho, maternidade e criação cênica ainda é um desafio marcado por invisibilizações históricas.

A acessibilidade é parte central da proposta. A assistente de direção e consultora dramaturgista Ananda Guimarães, artista de baixa visão, explica que o trabalho incorporou esses recursos desde a concepção, influenciando a dramaturgia e a forma de comunicar o movimento para diferentes públicos.

Cenografia

A cenografia, assinada por Juca di Souza, foi pensada como um “corpo vivo”, construída com terra preta, água, sisal e cordas, criando um ambiente ritualístico e íntimo que reage aos gestos da performer.

O projeto inclui ainda um e-book ilustrado, com texto de Gorete Lima e ilustrações de Daniel Esteves, que acompanham o desenvolvimento da obra. A trilha sonora original integra a dramaturgia e dialoga com elementos emocionais e ancestrais da pesquisa.

Com uma equipe majoritariamente formada por mulheres, o espetáculo investiga questões de presença, memória e resistência no fazer artístico. “Aquelas que me habitam” se apresenta como um espaço de encontro entre corpos, tempos e histórias que insistem em permanecer.

(*) Com informações da assessoria

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