Manaus, 8 de julho de 2026
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Cenário

Arthur diz que 400 empresas lavam dinheiro para facções no AM

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), afirmou que 400 empresas lavam dinheiro para facção no Amazonas. A declaração foi por ele, nesta sexta-feira, durante uma reunião com o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, de acordo com informações do ‘O Antagonista’.

No encontro ele acusou o governo estadual, na gestão de Amazonino Mendes (PDT), de ter “cruzado os braços” diante do avanço das facções criminosas.

(Foto: Semcom)

Conforme a publicação, Arthur Neto disse ao ministro que essas 400 empresas lavam dinheiro para a facção Família do Norte (FDN), no Amazonas.

Jungmann reconheceu a gravidade da situação e pediu a ajuda do prefeito para liderar “um movimento de combate à criminalidade no Norte, com interação entre prefeituras, governos estaduais e federal”.

Na reunião, o prefeito de Manaus disse que lamenta o fato de não ter encontrado nenhum projeto do Governo do Amazonas no Ministério da Segurança. “Há uma requisição de munição e nada mais. Nada de preocupação efetiva com o narcotráfico que está tomando conta do meu Estado e que tomar conta do meu País”, finalizou.

A Secretaria de Comunicação do Município (Semcom) divulgou que o prefeito levou ao ministro a preocupação com os números da violência em Manaus e, principalmente, dos crimes contra o serviço público municipal, que, segundo ele, já somam 1.826 roubos e furtos a unidades de saúde, escolas, ônibus e outras repartições públicas municipais.

A reunião aconteceu na sede do Ministério da Segurança Pública e teve a participação dos secretários de Inteligência e de Segurança Pública.

De acordo com o que divulgou a Semcom, o ministro Raul Jungmann se comprometeu em enviar uma equipe para avaliar a situação em Manaus e no Estado do Amazonas.

“A reunião e o encontro com o ministro Raul Jungmann foram fraternos e expus o estado do meu Estado, que não tem governador que seja capaz de enfrentar esse drama da insegurança pública. Alguém tem que fazer e eu não vou ficar quieto. Tem gente que até se cumplicia com isso, por causa de eleições e tudo, mas eu não aceito essa situação e minha posição é clara há muito tempo. Sou muito afirmativo em relação a algo que tem a ver com o futuro dos nossos netos e com o futuro da nossa nacionalidade, da nossa cidadania”, afirmou o prefeito.

O ministro ouviu o prefeito e a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro sobre os problemas enfrentados em Manaus. Ele sugeriu algumas providências e colocou-se à disposição para colaborar.

“O prefeito expôs os problemas que ele tem em Manaus com a segurança, sobretudo os assaltos que estão sendo feitos a próprios municipais. Esse é um quadro que preocupa e que tem preocupado o prefeito. Nós nos colocamos à disposição dele, inclusive, colocando uma equipe da Secretaria Nacional de Segurança para fazer um reconhecimento, fazer uma análise de risco e ver possibilidades para que nós possamos cooperar”, destacou Raul Jungmann.

Sugestões

Entre as alternativas para combater o crime em Manaus, o ministro sugeriu a parceria para melhoramento do sistema de vigilância por câmeras, a integração das câmeras com o sistema desenvolvido pela Polícia Rodoviária Federal, em parceria com uma universidade, e que permite o reconhecimento de pessoas e veículos que cometeram crimes.

O treinamento e provimento de equipamentos para a Guarda Civil Metropolitana também foram soluções apresentadas pelo ministro. “Nos colocamos inteiramente à disposição do prefeito Arthur, que é uma figura reconhecidamente preocupada com a segurança e a cidadania”, disse Jungmann.

O prefeito Arthur Virgílio também acatou a sugestão do ministro em promover a união dos governantes do Norte do País em torno da busca por soluções que minimizem a atuação das organizações criminosas.

“Irei reunir todos os governadores e prefeitos, sobretudo das capitais, da Região Norte para se juntarem num esforço de denúncia, um esforço de enfrentamento, um esforço de não aceitação desse quadro de humilhação e de servidão a que querem submeter os brasileiros esses que são os barões do narcotráfico”, garantiu Arthur.

*Com informações da assessoria