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21 de abril de 2021
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Artistas amazonenses promovem apresentações gratuitas via Zoom

O “Jovens Artistas” é um projeto on-line com foco em arte, formação e ideias, protagonizado por artistas de Dança, Teatro, Artes Visuais, Literatura e Performance do Amazonas

Artistas amazonenses promovem apresentações gratuitas via Zoom
Todos os anos os amazonenses passam pela famosa ‘cheia do Rio Negro’. Apesar da população já estar acostumada com o fenômeno natural amazonense, cientistas analisam todos os sinais das águas durante esse período para avaliar como a cheia afetará a sociedade.

MANAUS, AM – Os artistas Miro Messa e Leo Scant dividem a tela em duas performances on-line neste sábado (10/04), dentro da agenda do projeto “Pitiú Textual das Artes: Jovens Artistas”. “Você consegue dormir?” e “Passarinho Entre Paredes y Cielos”, respectivas criações dos performers, têm como ponto em comum fazer reflexões sobre o viver no nosso tempo e no nosso lugar. As apresentações são gratuitas e iniciam às 19h30 (horário de Manaus), via plataforma Zoom. A classificação indicativa é de 18 anos.

A apresentação on-line começa com “Você consegue dormir?”. Com pouco menos de 10 minutos de duração, o trabalho de Miro explora as linguagens da performance arte e do cinema para tratar da vida em tempos de pandemia de Covid-19. “É um trânsito entre a performance cênica e insights cinematográficos”, antecipa ele. “Dentro dessa temática, uma reflexão sobre a situação desesperadora em que nos achamos atualmente”.

Na sequência, vem o solo “Passarinho Entre Paredes y Cielos”, dramaturgia processual de Leo Scant na qual o artista, como o Passarinho do título, investiga física e metaforicamente possibilidades de voos em diferentes cenários. “É uma coreografia livre, que me permite voar, improvisar, plantar, experimentar voar em mangueiras, oitizeiros, castanholeiras, jenipapeiros, e tantas outras árvores ou plataforma de suporte”, afirma.

Conforme Leo, a criação é remanescente de memórias, afetos e questionamentos sobre viver nesse tempo e nessa sociedade, tendo nascido de experimentos de intervenção aérea em uma mangueira na Praça da Saudade. “Começou como memórias sobre um passado, em minha infância, que me coloca em contato com meus antepassados: avó, avô e tio, que me chamavam carinhosamente de Passarinho”, conta.

De Manaus, o trabalho alçou voo para apresentações na Espanha e na Bolívia, acumulando bagagens a cada parada. “Estar em residência na Praça da Saudade, depois no Parque de los Patos (Espanha) e na Plaza de La Alcaldía (Bolívia), me proporcionou experiências e memórias significativas que atingem e se agregam à composição da obra”.

Mais recentemente, em meio à pandemia, a criação de Leo ganhou versão on-line e o subtítulo – “Entre Paredes y Cielos” –, a partir de uma intervenção no Igarapé do Curru, área de resistência verde em Manaus, sub-bacia do Igarapé do São Raimundo. “É um lugar especial, um mato verde que atinge os fundos da minha casa, entre as ruas Leonardo Malcher e Ramos Ferreira”, explica ele. “Pude dialogar com as belezas dessa paisagem entre o igarapé e o urbano, e também denunciar o estado de poluição”.

Nesse sentido, a atual criação de Leo dialoga com o seu primeiro solo, “Recolon”, no qual o artista denuncia tragédias socioambientais decorrentes da construção de hidrelétricas em Rondônia. Para ele, “Passarinho” propõe um contraponto: “Aborda, sim, questões urgentes e políticas, de denúncia mas também com leveza, malemolência para enfrentar todos os caos e deixar-se fluir e seguir, à procura de um outro lugar possível para voar”.

Quem são

Nascido e criado em Manaus, Miro Messa Moraes começou no curso de Iniciação Teatral Adulto pelo Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, em 2016, e desde então participa de montagens teatrais, curtas-metragens, clipes musicais, oficinas, pesquisas, experimentos e outras atividades. O palco diretamente ligado a peças teatrais é o maior foco do artista, que também transita com muito prazer na escrita como manifestação artística.

Leo Scant é um artista independente/experimental/político/amazônida/negro/não binário. Natural de Manaus, desenvolve suas criações em diferentes linguagens, com ênfase nas Artes Cênicas, tendo já atuado em cidades do Amazonas, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, São Paulo e outros estados, e Bolívia e Espanha. Tem formação em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Leo desenvolve ainda projetos de arte educação com as crianças do Quilombo de São Benedito, através do diálogo com a Associação Crioulas do Quilombo, e do bairro Redenção, com a ONG TransformAÇÃO, onde colabora na realização do FestRap – Festival de Teatro do Rip Rap. Acreditando na força de coletivos, integra a Mona Coletiva das Artes, Movimento Levante MAO e Mobiliza Cultura Amazonas.

Projeto

O “Jovens Artistas” é um projeto on-line com foco em arte, formação e ideias, protagonizado por artistas de Dança, Teatro, Artes Visuais, Literatura e Performance do Amazonas. A iniciativa promovida pelo Pitiú Textual das Artes terá oficinas, bate-papos e performances em torno de temáticas e linguagens do fazer artístico contemporâneo. As atividades virtuais são gratuitas e acontecem de 29 de março a 24 de abril.

A programação completa e outras informações sobre o projeto podem ser obtidas no Pitiú Textual das Artes (medium.com/pitiutextualdasartes) e nos perfis do site no Facebook, Instagram e Twitter.

O “Pitiú Textual das Artes: Jovens Artistas” foi contemplado pelo edital emergencial Prêmio Feliciano Lana – Lei Aldir Blanc e conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial da Cultura.

Pitiú Textual

O Pitiú Textual das Artes (medium.com/pitiutextualdasartes) é um site voltado à difusão de informações, ideias e experiências relacionadas aos cenários de Dança, Teatro e Performance de Manaus e de outros centros do circuito artístico brasileiro. O projeto é uma iniciativa do artista Francisco Rider e do jornalista Jony Clay Borges.

 

*Com informações da assessoria

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