Movimentos sociais, tanto pró-governo quanto em defesa da democracia e contra a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), prometem atos neste fim de semana em Manaus. Os protestos foram anunciados por organizadores em redes sociais e devem ocorrer em pontos distintos da cidade.
Seguindo a marcha nacional defendida por torcidas organizadas em São Paulo e Rio de Janeiro, o grupo Torcidas Amazonenses Antifascistas, juntamente com Amazonas pela Democracia, Movimentos de Negros, Mulheres e de Professores da Oposição Sindical em Manaus decidiram realizar neste sábado, 13, um ato unificado.
“Isso porque temos diversas pautas importantes como o antirracismo; antifascismo; defesa da Amazônia; do Sistema Único de Saúde (SUS); dos povos indígenas e da democracia, que sofrem ataques constantes do presidente e de seus apoiadores. Não podemos mais aguentar esses retrocessos e temos que fazer um diálogo com à população”, explicou a professora Elisiane Andrade, uma das organizadoras do protesto.
Segundo ela, o grupo seguirá as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) como distanciamento entre as pessoas, uso de máscaras e de álcool gel. Além disso, pessoas do grupo de risco não devem participar da manifestação.
Intitulada ”Torcedores-Amazonenses Antifascistas Pela Democracia’, a manifestação está marcada para começar às 16h, na Praça da Saudade, na zona Sul de Manaus.

Pró-governo
Já no domingo, 14, o grupo ‘Direita Amazonas’, movimento de apoio a Bolsonaro, vai promover uma carreata com saída do auto posto BR, situado na Avenida das Torres a partir das 15h.
Segundo a organização, o comboio percorrerá as principais vias da capital até o anfiteatro da praia da Ponta Negra. Nesse ato, os manifestantes pedem a retomada integral do comércio.
“O evento está legalizado. Enviamos oficio e fomos autorizados pela Policia Militar e Manaustrans para percorrer as principais avenidas. Será similar ao que fizemos no dia 15 de março. Não tem cunho partidário, mas queremos relembrar e reforçar para a população que o presidente Bolsonaro estava certo ao propor o isolamento vertical (somente para os grupos de risco). Não precisava fechar tudo, deveria ter havido flexibilização”, afirmou o presidente do Direita Amazonas, Aroldo Filho.





