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18 de abril de 2021
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Beto D’Ângelo atrasa publicação de contratos que somam R$ 4,8 milhões

Contratação ocorreu em um período anterior às eleições municipais, sem dar chance de a população ter conhecimento do gasto milionário próximo do período eleitoral

Beto D’Ângelo atrasa publicação de contratos que somam R$ 4,8 milhões
Prefeito Beto D'angelo (Foto: Reprodução/Facebook)

O prefeito reeleito em Manacapuru, Beto D’Ângelo (Republicanos), omitiu, por quatro meses, a publicidade de um gasto de mais de R$ 4,8 milhões com suprimentos de informática e material de expediente. Seis contratos firmados com empresas diferentes – em setembro do ano passado – só foram publicados agora em janeiro de 2021.

Outro detalhe que chama atenção é que a contratação ocorreu em um período anterior às eleições municipais, sem dar chance de a população ter conhecimento do gasto milionário próximo do período eleitoral e em meio à pandemia.

Beto D’Ângelo foi reeleito nas eleições de novembro com 25.476 votos (47,71%) dos 55.326 eleitores aptos a votar no município. Angelus Cruz Figueira (PSC) ficou em segundo lugar, com 22.365 votos (41,88%).

Os serviços contratados, inclusive, já foram finalizados, uma vez que a vigência do contrato, segundo os documentos, foi de “90 dias a contar da data da sua assinatura”. Três contratos foram assinados no dia 9 de setembro e outros três no dia 15 do mesmo mês.

Suprimentos de informática

De acordo com o Diário Oficial dos Municípios (DOM), do dia 16 de janeiro, Beto D’Ângelo publicou três extratos de contratos, assinados em 9 de setembro do ano passado, para “eventual contratação de pessoa jurídica visando aquisição de suprimentos de informática”.

Os contratos custaram, cada um, R$ 643.193,00; R$ 618.292,75; e R$ 1.301.584,85. Somados, esses valores chegam ao total de R$ 2.563.070,60 gastos com equipamentos de informática em meio à pandemia de coronavírus. As empresas contratadas foram: C. dos S. Gomes; L C F Lima LTDA; e L J de Aquino Serviço Administrativo Eireli.

Material de expediente

Já nessa última sexta-feira (22), o prefeito publicou mais três contratos referentes à aquisição de materiais de expediente “para atender as secretarias municipais da Prefeitura de Manacapuru”. Assim como a compra anterior, esses outros contratos também foram assinados em setembro do ano passado, no dia 15.

Na ponta do lápis, foram pagos R$ 754.343,83 mil, R$ 768.713,34 mil e mais R$ 805.970,07 mil para as empresas A CAMARA DE OLIVEIRA EIRELI; E R C LIMA COMERCIO – EPP; e LEONARDO JOSEPH DE AQUINO EIRELI.

Somando todos os contratos, o prefeito gastou R$ 4.892.097,84 com suprimentos de informática e material de expediente no período eleitoral.

Cenário da pandemia

Atualmente, Manacapuru registra 219 mortes por covid-19 – o maior número entre os municípios do interior do Amazonas –, conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), dessa sexta-feira (22).

Leia mais: Com mortes por falta de oxigênio em Manacapuru, MP aciona Justiça para conseguir o insumo

Além das quase 200 mortes, o município também registra 5.524 casos confirmados de coronavírus. Entre os dias 14 e 15 deste mês, inclusive, o hospital de campanha da cidade registrou sete mortes, em um dia, por falta de oxigênio.

Leia mais: Quatro hospitais públicos recebem abastecimento de 100 cilindros de oxigênio

O Amazonas vive, nos dias atuais, a segunda onda do novo coronavírus, que vem sendo agravada pelo colapso na ocupação dos leitos clínicos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além da escassez de cilindros de oxigênio em todos os hospitais da capital e do interior.

Sem resposta

A reportagem do Portal AM1 entrou em contato com a Prefeitura de Manacapuru, por meio do e-mail [email protected], disponível na agenda de contatos do interior da Associação Amazonense dos Municípios. A equipe de reportagem, contudo, não obteve retorno até a publicação da matéria.

 

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