A pouco mais de três meses para o Festival Folclórico de Parintins os presidentes dos bois Caprichoso e Garantido buscam derrubar decisão do juiz Izan Alves Miranda Filho, da Vara do Trabalho de Parintins, que bloqueou mais de R$ 7,2 milhões dos bois por conta de dívidas trabalhistas. A ação inviabiliza os repasses dos patrocinadores.
Somente em 2019 os bois receberam mais de R$ 5 milhões em patrocínio do Governo do Amazonas e outros R$ 2,5 milhões da Coca-Cola. Para este ano, a estimativa é a de que os valores se mantenham. No entanto, com o bloqueio das contas dos bois, qualquer valor repassado será automaticamente utilizado para quitar as dívidas na Justiça do Trabalho.
O maior bloqueio está nas contas do Caprichoso que deve saldar mais de R$ 4,4 milhões entre dívidas e multas. No caso do Garantido o bloqueio soma mais de R$ 2,8 milhões.
A decisão do juiz Izan Alves Miranda Filho é do último dia 17 de fevereiro e nela, afirma, para os dois bois, “a penhora de quaisquer créditos e quaisquer natureza presentes e futuros a favor das executadas perante quaisquer pessoas ou instituições”.
Há uma tentativa dos presidentes dos bois de envolver o governador Wilson Lima (PSC) numa tentativa de solução amigável com a justiça do trabalho. Não há, por enquanto, qualquer indicação que o governo comprará a briga dos bois. Há, porém, uma máxima que decisão judicial não se discute, se cumpre.
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