Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Boom imobiliário no Amazonas supera 2024 e impulsiona economia com apoio de programas habitacionais

Com o último trimestre ainda em andamento, a projeção é de que o ano ultrapasse a marca dos R$ 3 bilhões, reforçando um período de crescimento robusto e inédito para o setor na capital.

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(Foto: Rawpixel.com/Freepik)

Manaus (AM) – O mercado imobiliário do Amazonas vive um dos momentos mais fortes da última década. Segundo o vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Hélio Alexandre, o setor já superou, apenas até setembro, todos os números registrados em 2024, movimentando R$ 2,75 bilhões em 2025, com perspectiva de ultrapassar R$ 3 bilhões até dezembro.

Em entrevista ao Portal AM1, Alexandre destacou que o fenômeno não é isolado: o boom imobiliário é nacional, impulsionado especialmente pela retomada e ampliação do programa Minha Casa Minha Vida pelo governo federal.

No Amazonas, entretanto, um fator local tem feito diferença: o cheque-sinal, auxílio financeiro concedido pelo governo estadual para ajudar famílias a pagarem a entrada do imóvel.

De acordo com Hélio, o programa habitacional do governo Lula “abriu o Brasil inteiro”, ampliando o alcance para todas as faixas de renda, da faixa 1 à faixa 4, que inclui imóveis de até R$ 500 mil.

Com juros mais baixos da região Norte, chegando a 4% para faixa 1, o menor do país, o resultado foi imediato: crescimento acelerado nos lançamentos e nas vendas, geração de empregos e ampliação de canteiros de obras em Manaus e no interior.

“Dentro da faixa 1, é R$ 35 mil; dentro da faixa 2, é R$ 30 mil; e, nas faixas 3 e 4, é R$ 20 mil. Com isso, houve um impulso juntamente com o programa Minha Casa, Minha Vida, que já conta com o subsídio do FGTS e com os juros baixos, sendo que o menor juro do Brasil é o da região Norte, de 4% dentro da faixa 1. Então, isso proporcionou o crescimento imobiliário na cidade de Manaus. Mas não foi só em Manaus: o Brasil todo cresceu. O país inteiro é um canteiro de obras no setor de habitação”, disse Hélio.

Com desempenho recorde até setembro, o setor mira a marca dos R$ 3 bilhões movimentados até o fim de 2025. Para Alexandre, o cenário é promissor:

De acordo com dados da Ademi, em conjunto com a Brain Inteligência Estratégica, o mercado imobiliário amazonense movimentou R$ 2,738 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) somente entre janeiro e setembro de 2025, resultado que já supera todo o desempenho de 2024, quando o VGV fechou em R$ 2,55 bilhões.

Com o último trimestre ainda em andamento, a projeção é de que o ano ultrapasse a marca dos R$ 3 bilhões, reforçando um período de crescimento robusto e inédito para o setor na capital.

“É um trabalho que não vem de hoje; já vem de muitos anos. Mas, neste ano, houve esse impulso que mencionei para você, do Governo Federal, com esses incentivos à habitação que estimularam o Brasil inteiro”, defende Hélio.

Ele destaca ainda o crescimento de escritórios de arquitetura, engenharia, correspondentes bancários e corretores, todos beneficiados pelo bom momento do setor.

 

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