(Fotos: Marcos Oliveira/Agência Senado e Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Manaus (AM) – Mesmo com a divisão nacional do MDB, em que parte do partido pretende não se associar a nenhum candidato à Presidência para manter neutralidade, o senador Eduardo Braga, líder do partido no Senado, sinaliza que deve continuar apoiando Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas em 2026.
Na semana passada, Braga elogiou o presidente durante a sanção do projeto da Tarifa Social, programa que beneficiará famílias de baixa renda com gratuidade na conta de luz para consumo de até 80 kWh por mês.
Durante pronunciamento, Braga relembrou a criação do programa Luz Para Todos, durante o primeiro mandato de Lula, destacando o impacto positivo nas comunidades do interior do Amazonas. “Para quem vivia à luz de vela, sem geladeira ou eletricidade, o programa fez uma diferença enorme. A Tarifa Social garante que milhares de brasileiros não precisem mais temer o corte de luz”, disse o senador.
Nas redes sociais, ele sempre agradece ao presidente Lula ao anunciar obras no Amazonas, como a construção da Ponte do Rio Curuça, na BR-319, além de investimentos na área da saúde.
Indefinição
O MDB vive um momento de indefinição nacional sobre a eleição presidencial de 2026. Enquanto algumas alas, especialmente no Nordeste, defendem apoio a Lula, outras preferem manter neutralidade para maximizar a eleição de deputados federais e alianças estaduais.
Em 2022, o partido lançou Simone Tebet à Presidência, mas dirigentes regionais declararam apoio ao petista, demonstrando que decisões podem variar conforme cada Estado.
Aliados de Lula no MDB avaliam que seria desejável , mas não imprescindível, indicar o vice na chapa. Figuras como Helder Barbalho (PA) e Renan Filho (AL) já surgiram como possíveis opções, mas ambos têm planos próprios: Helder mira o Senado e Renan disputa o governo de Alagoas.
A definição final sobre o rumo do MDB caberá à convenção nacional do partido, composta por quase 500 votos entre delegados regionais e detentores de cargos políticos. Diretórios estratégicos, como os de Pará e São Paulo, podem influenciar a decisão. Minas Gerais também desponta como peça-chave, sob comando de Newton Cardoso Junior, que mantém diálogo tanto com Lula quanto com aliados do bolsonarismo.
Enquanto isso, a prioridade do MDB segue sendo eleger a maior bancada possível na Câmara, com 42 deputados federais atualmente, o que influencia a estratégia do partido. A neutralidade em nível nacional permite, regionalmente, formar alianças estratégicas tanto com o PT quanto com o bolsonarismo, conforme o contexto político de cada Estado.
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