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Brasil é o país que mais gasta com partidos no mundo, diz Impa

Em segundo lugar, está o México, para 2022, Congresso Nacional aprovou destinar R$ 5,7 às siglas para uso no pleito eleitoral do ano que vem
Da Redação – Portal AM1*
• Publicado em 18 de julho de 2021 – 17:19
partidos
Foto: Agência Câmara

BRASÍLIA, DF – Entre 2012 e 2020, o Brasil foi o país no mundo que mais enviou dinheiro para partidos e campanhas políticas. Ao todo, os partidos receberam R$ 2,2 bilhões por ano, a partir dos fundos eleitoral e partidário. Os dados são de uma pesquisa do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).

De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022, o país deve liberar um total de R$ 5,7 bilhões. Sem descontar a inflação, o valor representa um aumento de 185% em relação a 2020, quando foram liberados R$ 2 bilhões. O valor é, ainda, o triplo de 2018: R$ 1,8 bilhão.

Atrás do Brasil, no ranking, está o México, com R$ 1,5 bilhão liberados em recursos aos partidos. O valor é cerca de quatro vezes menor do que o Brasil vai gastar em 22 com o fundo eleitoral. Tirando o Brasil da pesquisa, a média de gastos fica em R$ 323 milhões, o que equivale a 14% do que o Brasil investe na manutenção e organização dos partidos.

Leia mais: Partidos divulgam nota em defesa da democracia e do sistema eleitoral

Para o autor da pesquisa, Luciano Irineu de Castro, do Impa, o país está usando recursos públicos demais em comparação com o resto do mundo no sistema eleitoral e na política. “Esse dinheiro poderia estar sendo investido em bens públicos. A quantidade de recurso é finita, e quando você usa muito para determinado fim, vai acabar faltando para outras coisas”, aponta.

Até junho de 2021, os partidos que tinham representação no Congresso Nacional receberam R$ 489 mi do Fundo Partidário. Os campeões foram o PSL e o PT, que tem a maior representação na Câmara: R$ 57 milhões para o PSL e R$ 48,7 milhões para o PT, só no primeiro semestre de 2021. Já no próximo ano, os partidos terão R$ 600 milhões, cada, para construir as campanhas. O valor, inclusive, é o dobro do que receberam em 2020.

(*) Com informações da Carta Capital.

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