Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Economia

Brasil reciclou 97,3% das latinhas de alumínio em 2024

Mais de 33 bilhões de latas foram recicladas em 2024, o Brasil mantém índice acima de 96% na reciclagem de alumínio desde 2008.

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(Fotos: Divulgação/ Recicla Latas)

Manaus (AM) – Em dias de jogo no Maracanã, no Rio de Janeiro, é comum ver torcedores tomando as últimas latinhas de cerveja e refrigerante antes de entrar no estádio. Enquanto isso, catadores já circulam recolhendo o material, que é proibido na área interna. Essa cena ajuda a explicar por que o Brasil segue no topo mundial da reciclagem de alumínio.

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pela Recicla Latas, o país reciclou 97,3% das latinhas comercializadas em 2024. É o 16º ano consecutivo em que a taxa de reaproveitamento fica acima de 96%. Em 2022, o índice chegou a 100,1%, e em 2023 foi de 99,7%.

No ano passado, 33,9 bilhões das 34,8 bilhões de latas vendidas voltaram para o mercado após serem recicladas. O processo é rápido: em até 60 dias, uma lata descartada pode estar de volta às prateleiras.

Logística reversa

O resultado é fruto do sistema de logística reversa, previsto na Lei 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos), que responsabiliza fabricantes pelo retorno dos resíduos de seus produtos.

“Mesmo em anos desafiadores, conseguimos manter índices elevados, o que mostra a força da cadeia de reciclagem no país”, afirma Renato Paquet, secretário-executivo da Recicla Latas, associação formada por fabricantes e recicladores.

A Recicla Latas atua em parceria com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas). Para a presidente da Abal, Janaina Donas, o Brasil é referência mundial em economia circular. Já o presidente da Abralatas, Cátilo Cândido, destaca que a cadeia de reciclagem “gera renda e oportunidades em todas as regiões do país”.

Catadores na linha de frente

O Movimento Nacional dos Catadores estima que cerca de 800 mil pessoas trabalhem com a coleta de recicláveis no Brasil. Em 2020, Abal, Abralatas e o Ministério do Meio Ambiente firmaram um termo de compromisso que prevê investimentos para melhorar a renda e a qualidade de vida desses trabalhadores.

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(Fotos: Divulgação/ Recicla Latas)

Roberto Rocha, presidente da Associação Nacional dos Catadores (Ancat), defende que, além de receber pelo material entregue, os catadores sejam pagos também pelo serviço de coleta. A proposta é que prefeituras e empresas custeiem essa atividade, beneficiando também os catadores autônomos que não fazem parte de cooperativas.

(*) Com informações da Agência Brasil

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