O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), votou pelo aumento da pena de 9,6 anos para 12,1 anos em regime fechado por corrupção e lavagem de dinheiro.
O desembargador manteve a condenação do petista pelo crime de corrupção passiva no esquema Petrobrás, e negou pedido de absolvição da defesa.
“Considero um ato de corrupção”, afirmou Gebran Neto, ao final da leitura de seu voto, em que manteve a sentença de condenação do juiz federal Sérgio Moro, da Lava Jato de Curitiba, contra Lula. “Há provas acima de dúvida razoável.”
Triplex
A força-tarefa da Lava Jato sustenta que o triplex seria o pagamento que a OAS faria a Lula por um suposto favorecimento dado pelo ex-presidente à empreiteira em contratos com a Petrobras.
A Lava Jato afirma que o total de propinas pago a Lula e a seu partido, o PT, chega a R$ 3,7 milhões. Um dos principais elementos da denúncia é o depoimento de Léo Pinheiro, por meio de delação premiada, que confirma o pagamento de propina.
A defesa do ex-presidente afirma que ele não cometeu crime e que a falecida mulher de Lula, Dona Marisa Letícia, detinha uma cota da falida Bancop.
Sérgio Moro foi mais brando que desembargadores
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