(Fotos: Divulgação/Instagram @sra_smith_11 @roberto_farias_cw22)_farias_
Manaus (AM) – A jovem amazonense Thayane Smith, de 19 anos, se manifestou nas redes sociais após a ampla repercussão do caso envolvendo o desaparecimento de Roberto Farias Tomaz, também de 19 anos, durante uma trilha no Pico Paraná, no início de janeiro. As publicações ocorreram dias depois de Roberto ganhar visibilidade nacional ao participar de campanhas publicitárias.
Nas mensagens divulgadas, Thayane afirma estar em silêncio por um período e diz possuir registros e provas relacionadas ao episódio. Em uma das publicações, ela declara que “cansou de teatro”, além de mencionar a existência de prints, fotos e outros materiais que, segundo ela, foram descartados para evitar prejuízos a outras pessoas. A jovem também afirma que tem sido afetada pela situação e pede que aguardem novos desdobramentos.
Em outro trecho, Thayane diz que ainda não falou à televisão e que aguarda o resultado do processo conduzido pelo Ministério Público. Ela afirma manter provas guardadas e sugere que novas informações poderão ser tornadas públicas futuramente, caso considere necessário.
Confira a sequência de postagens
Sobre o caso
O caso teve início no dia 1º de janeiro, quando Roberto Farias Tomaz desapareceu durante a descida da trilha que leva ao Pico Paraná, no Paraná, após se separar de Thayane Smith. O jovem foi encontrado com vida na manhã do dia 5, após cinco dias de buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros, com apoio de voluntários, em uma região de difícil acesso, marcada por frio, chuva, neblina e escassez de abrigo e alimentos.
Apesar do resgate com vida, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que o caso não está encerrado. A 2ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, divergiu do entendimento da Polícia Civil, que decidiu pelo arquivamento do inquérito ao não identificar a prática de crime.
Na avaliação do MP-PR, há indícios que podem caracterizar omissão de socorro. Conforme manifestação do órgão, Thayane teria seguido sozinha pela trilha, mesmo ciente de que Roberto se encontrava em condição de vulnerabilidade física. O órgão aponta que o jovem apresentava episódios de vômito e dificuldades de locomoção durante a subida, além de enfrentar condições climáticas adversas.
Diante disso, a Promotoria solicitou o encaminhamento do caso ao Juizado Especial Criminal e apresentou uma proposta de transação penal. Caso aceita, Thayane deverá pagar o equivalente a três salários mínimos, totalizando R$ 4.863, a Roberto, a título de reparação por danos materiais e morais, além de destinar R$ 8.105 ao Corpo de Bombeiros de Campina Grande do Sul, que atuou nas buscas. A proposta também prevê a prestação de serviços comunitários por três meses, com carga semanal de cinco horas, junto à corporação.
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