Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Casos de doenças respiratórias aumentam após Festival de Parintins

Festival de Parintins registra mais de 120 atendimentos por sintomas gripais e intoxicação.

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(Foto: Divulgação/ FVS-RCP)

Manaus (AM) – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) registrou aumento nos casos de vírus respiratórios logo após o Festival de Parintins, realizado entre os dias 27, 28 e 30 de junho. A análise dos dados dos dias 20, 27 de junho e 4 de julho, representando o período antes, durante e após o evento, indica crescimento no número de atendimentos por doenças respiratórias.

No último dia 3 de julho, a FVS-RCP divulgou o informe epidemiológico com o monitoramento da terceira noite do Festival de Parintins. Em apenas 24 horas, foram registradas 128 notificações de atendimentos de saúde, sendo:

  • 78 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bumbódromo

  • 41 no Hospital Regional Dr. Jofre Matos Cohen

  • 3 no Hospital Padre Colombo

  • 2 no Ambulatório do Boi Caprichoso

  • 2 no Ambulatório do Boi Garantido

  • 2 na UBS Irmão Francisco Galliani

Os principais sintomas relatados pelos pacientes foram dor de cabeça (21%), mal-estar (20%), dor no corpo (17%), dor de garganta (12%), diarreia (11%), tosse (10%), coriza (9%) e náuseas (9%).

Entre as hipóteses diagnósticas mais recorrentes estão: diagnósticos não definidos (41%), síndrome gripal (20%), traumas (17%), gastroenterocolite aguda (13%) e intoxicação alimentar (10%).

O perfil dos pacientes também revela a dimensão do evento: dos 128 atendidos, 70 eram turistas nacionais, 24 moradores locais e 34 trabalhadores do evento (diretos e indiretos). Em relação à idade, a maior parte dos atendimentos foi registrada em pessoas de 25 a 34 anos (30 casos) e de 45 a 59 anos (34 casos). Também houve registro de pacientes de outros estados, como Pará (5), Roraima (2) e São Paulo (1), além de diversos municípios do Amazonas.

Avanço das arboviroses

Enquanto a atenção se volta para os vírus respiratórios, o estado também enfrenta um aumento expressivo de arboviroses. No mesmo informe epidemiológico, a FVS-RCP reportou 12.463 notificações de casos suspeitos de doenças como dengue, chikungunya e febre de Mayaro entre 1º de janeiro e 3 de julho deste ano.

Foram confirmados:

  • 3.464 casos de dengue, com 2 óbitos

  • 91 casos de chikungunya

  • 57 casos de febre de Mayaro

  • 10 casos de zika

  • Nenhum caso confirmado de febre Oropouche

Os municípios com maior número de notificações incluem Manaus (2.520), Atalaia do Norte (972), Jutaí (900), Envira (819) e Eirunepé (741), com destaque para o avanço das infecções em áreas de difícil acesso, o que pode dificultar a resposta rápida dos serviços de saúde.

Medidas de prevenção

A FVS-RCP e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) reforçam a importância das medidas de prevenção tanto para infecções respiratórias quanto para arboviroses. A orientação é que a população:

  • Mantenha o calendário vacinal atualizado, especialmente contra gripe e Covid-19

  • Use máscara em ambientes fechados ou de aglomeração

  • Higienize as mãos com frequência

  • Elimine criadouros do mosquito Aedes aegypti

No Amazonas, de 1º de janeiro a 21 de junho de 2025, foram registrados 2.267 casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desses, 685 por vírus respiratórios, o que representa uma redução de 36,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 1.085 casos.

Mesmo com a redução de mortes por vírus respiratórios em relação ao ano anterior, a circulação viral associada a grandes eventos, como o Festival de Parintins, exige vigilância constante, sobretudo em regiões que enfrentam desafios de infraestrutura e acesso à saúde.

(*) Com informações da FVS-RCP

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