(Foto: DC Studio/Freepik)
Manaus (AM) – Os registros de tuberculose no Amazonas apresentaram crescimento no número de casos em 2025, em comparação com 2024, segundo dados do painel epidemiológico da Fundação de Vigilância
em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP/AM). Por outro lado, o total de óbitos pela doença apresentou redução, indicando uma possível melhora na resposta assistencial, apesar do avanço da transmissão.
Em 2024, o estado contabilizou 4.291 casos de tuberculose ao longo do ano. Já em 2025, o total chegou a 4.418 casos, representando um aumento de 127 notificações, o que corresponde a uma variação positiva de aproximadamente 3%.
A distribuição mensal mostra que, em 2025, os casos se mantiveram elevados durante quase todo o ano, com destaque para:
- Janeiro: 431 casos
- Maio: 409 casos
- Julho: 407 casos
- Outubro: 395 casos
O mês com menor número de registros em 2025 foi dezembro, com 238 casos, enquanto o pico ocorreu em janeiro.
Em comparação, 2024 teve seu maior número de casos em abril, com 411 registros, e o menor em setembro, com 313 casos, indicando um padrão de oscilação menos acentuado que o observado em 2025.
Redução nos óbitos
Apesar do aumento no número de casos, os óbitos por tuberculose diminuíram. Em 2024, foram registrados 75 óbitos ao longo do ano. Em 2025, esse número caiu para 70, representando uma redução de cerca de 6,7%. Em 2025, os meses com maior número de óbitos foram:
- Maio: 12 óbitos
- Novembro: 9 óbitos
- Abril: 9 óbitos
Já os menores registros ocorreram em:
- Outubro: 1 óbito
- Dezembro: 2 óbitos
Em 2024, o maior número mensal de óbitos foi registrado em agosto e outubro, com 9 mortes em cada mês. O menor número também ocorreu em dezembro, com 2 óbitos, padrão que se repetiu no ano seguinte.
Além do aumento no número total de casos, os dados de 2025 mostram que Manaus lidera o ranking da taxa de incidência de tuberculose no Amazonas, considerando todas as formas da doença. A capital registrou 151,4 casos por 100 mil habitantes, a maior taxa entre os municípios do estado.
Na sequência aparecem Maués, com 129,3, Manacapuru (128,0) e São Gabriel da Cachoeira (126,6). Outros municípios com taxas elevadas incluem Barcelos (117,6), Japurá (105,1) e Iranduba (104,1).
Os dados indicam uma concentração mais intensa da incidência em Manaus, seguida por municípios do interior, evidenciando desigualdades territoriais na distribuição da tuberculose no estado em 2025.
Cenário comparativo
A análise comparativa dos dois anos indica que, embora o Amazonas tenha enfrentado maior número de diagnósticos de tuberculose em 2025, o impacto letal da doença foi menor do que em 2024. O dado sugere uma possível ampliação do diagnóstico, maior acesso ao tratamento ou melhora na condução clínica dos casos, ainda que a circulação da doença permaneça elevada.
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