O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, apresentado na última sexta-feira (27), não pediu o indiciamento do deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM). O documento, elaborado pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL), concluiu que não há elementos suficientes para responsabilizar o parlamentar, embora cite sua relação com investigados.
Segundo o relatório, “em que pese o apoio institucional do deputado Silas Câmara ao chefe da organização criminosa, Abraão Lincoln, presidente da CBPA, e ao recebimento de quase R$ 1,8 milhão por empresas com vínculos de proximidade com o parlamentar, não vejo elementos suficientes para o seu indiciamento”.
Em nota, a defesa afirmou que não há imputação direta de crime contra o deputado. “O relatório não atribui ao parlamentar qualquer participação em irregularidades, limitando-se a referências genéricas e sem demonstração de responsabilidade ou envolvimento direto. Não há comprovação de recebimento de valores, nem vínculo jurídico com as irregularidades apuradas”, diz o texto.
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