(Foto: Divulgação/Instagram @prof_joyce_bonet)
Manaus (AM) – Na próxima quarta-feira (24), às 8h30, professores da rede municipal de ensino de Manaus irão protestar contra o Projeto de Lei da Reforma da Previdência Municipal. O ato será realizado na Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde está prevista a votação do projeto que altera as regras da aposentadoria dos servidores públicos.
A mobilização foi convocada pelo sindicato Asprom Sindical (@aspromsindical), que anunciou uma paralisação de advertência como parte do indicativo de greve. Em publicação nas redes sociais, o sindicato pede o arquivamento imediato do Projeto de Lei da ManausPrev e convoca os profissionais da educação para participarem do ato público e acompanharem a sessão legislativa.
“Acredite na luta! E por nós e por quem virá encarar a árdua atividade do ensino, que carece de infraestrutura, sofre com baixos salários e agora ainda querem aumentar o tempo para podermos gozar de uma aposentadoria digna”, diz trecho da convocação.
A mobilização também ganhou força entre os professores da educação infantil. Em uma postagem nos stories do Instagram, uma docente anunciou a suspensão das aulas na quarta-feira e compartilhou uma imagem de colegas vestidas de preto segurando um cartaz com os dizeres: “Contra o Projeto de Lei da Reforma da Previdência Municipal”.
Como parte da campanha de conscientização, os organizadores pedem que, na segunda-feira (22), todos os manifestantes vistam roupas pretas, tirem fotos e publiquem em suas redes sociais com a frase: “Vamos Lutar!”.

(Foto: Divulgação/Instagram @prof_joyce_bonet)
Protesto anterior
No último dia 16, representantes de sindicatos e professores já haviam realizado um protesto em frente à CMM contra o mesmo projeto. A proposta da ManausPrev prevê mudanças significativas nas regras de aposentadoria como:
- idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens;
- valor inicial da aposentadoria equivalente a 70% da média de todas as contribuições;
- servidores atuais poderão optar por regras de transição, como sistema de pontuação ou pedágio de 100% do tempo restante para se aposentar;
- quem já tem direito à aposentadoria manterá os benefícios de paridade e integralidade, desde que tenha ingressado até 2003 e cumpra os critérios de transição.
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