Com alta de casos, Amazonas muda para fase amarela de transmissão da Covid

Pandemia volta a preocupar as autoridades em saúde no Amazonas.
DA REDAÇÃO – PORTAL AM1
Publicado em 01/07/2022 19:41
ômicron
Foto: Tácio Melo/Secom

O Amazonas apresenta aumento na taxa de testes positivos e também no número de novas internações hospitalares pela Covid-19. A partir dos novos dados, o estado muda para a fase amarela, considerada de baixo risco de transmissão do novo coronavírus. A FVS-RCP alerta para a importância da atualização do esquema vacinal contra o vírus para evitar recrudescimento da doença (aumento com maior intensidade).

O cenário atualizado consta no novo boletim da situação epidemiológica da Covid-19 no estado, disponível em: https://bit.ly/3OBJ7st. O boletim analisa os últimos dois meses, destacando os últimos 14 dias (15 a 28 de junho), e é produzido pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). 

Leia mais: Aumento de 1000% nos casos de Covid provoca corrida aos postos de vacinação em Manaus

A taxa de positividade de testes de Covid-19 no Amazonas passou de 6%, no início do mês, para 24% na última semana. Nos 14 dias destacados, o Amazonas apresentou aumento da média diária de casos, passando de 30 para 155 casos. Foi observado aumento na média diária de casos principalmente em Manaus que saiu de 22 para 129 casos diários. No interior, os casos diários foram de 8 para 26.

Autotestes
Foto; Reprodução

Nas hospitalizações, no período destacado de 14 dias, a ocupação de leitos clínicos passou de 5 para 41 nas redes de saúde pública e privada. A maior proporção de hospitalizações é de idosos (46%) e adultos (38%). Ainda no período analisado, houve um óbito em 26 de junho em Manaus.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, alerta para a importância de buscar a vacinação contra Covid-19. “São 459 mil pessoas que ainda estão com a 2ª dose do esquema primário atrasada. Entre os maiores de 12 anos, os pacientes sem vacinação apresentam um risco 3,2 vezes maior de adoecer e 8 vezes maior de hospitalização do que quem está com a situação vacinal completa”, destaca.

O boletim destaca ainda que, nos últimos dois meses, houve maior registro de 1ª dose de reforço, conhecida popularmente como 3ª dose, com a aplicação de 124.539 doses registradas, seguido da 2ª dose de reforço (ou 4ª dose) com o registro de aplicação de 122.464 doses.

VACINAÇÃO

Segundo o diretor técnico da FVS-RCP, Daniel Barros, a partir do início de maio, foi identificado aumento da vacinação da 2ª dose de reforço quando a aplicação desta dose foi ampliada para maiores de 50 anos, e mais recentemente no fim de junho, para maiores de 40 anos.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“O aumento de doses registradas também se refere ao Dia D da Multivacinação, em 11 de junho, realizado no estado, com o objetivo de ampliar as coberturas de todas as vacinas. Mais atualmente, especificamente para Covid-19, foi liberada a 2ª dose de reforço para quem tem 18 anos ou mais. É essencial atualizar o esquema vacinal para aumentar a proteção contra o vírus”, alerta Daniel.

Intensificação de serviços

O boletim atualizado da situação epidemiológica da Covid-19 destaca a importância da intensificação dos esforços para a vacinação da população, por parte das secretarias municipais de saúde que são responsáveis pela operacionalização da vacinação.

As orientações incluem ampliação das campanhas publicitárias de incentivo à vacinação, oferta de exames de diagnósticos nos serviços de saúde e pontos estratégicos.

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