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Com gestão em crise, secretário da Semacc passa poderes ao subsecretário

A transferência de poderes evidencia possíveis conflitos na gestão e o despreparo da pasta em gerenciar os conflitos da cidade
Beatriz Araújo – Portal Amazonas1
• Publicado em 24 de setembro de 2021 – 14:43
Foto: Divulgação

MANAUS, AM – Com um longo histórico de feiras e galerias populares em condições de abandono, o secretário da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comercio Informal (Semacc), Renato Frota Magalhães, decidiu dividir suas atividades com o colega de profissão, o subsecretário da pasta, Wanderson Silva Costa. A transferência de poderes evidencia possíveis conflitos na gestão e o despreparo da pasta em gerenciar os conflitos da cidade, analisa cientista político.

Na edição do Diário Oficial da última quinta-feira (23), o secretário Renato Magalhães transferiu seus poderes ao subsecretario, Wanderson Silva. Sendo assim, Wanderson fica autorizado a assinar todo e qualquer documento administrativo, bem como, ordenar despesas da secretaria. Ou seja, a decisão estabelece que, a partir de agora, Renato e Wanderson podem ter controle do orçamento da Semacc.

Leia mais: Com ‘bronca’ na Justiça Eleitoral, titular da Semacc não presta contas da campanha

Na justificativa da decisão, Renato Magalhães destaca que a ação tem como necessidade descentralizar e otimizar as atividades administrativas da pasta. Dando a entender, que estaria precisando de suporte nas atividades internas da Semacc.

De acordo com o cientista político Carlos Santiago, a transferência das atividades é comum na gestão municipal, por ser reflexo das preocupações em assinar orçamentos e decisões suspeitas e sujeitas à investigação judicial.

“O responsável por assinar as decisões e despesas também será o responsável na Justiça, caso os atos sejam investigados no futuro. Isso gera sempre uma resistência do secretariado na administração pública. O Amazonas possui histórico de diversos secretários envolvidos em caso de corrupção e em muitos casos, o gestor principal não tem ligação, de acordo com as investigações. Sendo assim, a transferência de atividade pode evidenciar uma resistência do secretário para determinadas decisões”, disse.

Falta de gestão

Apesar de a pasta prometer a reforma de 25 feiras municipais em Manaus, muitos feirantes ainda sofrem com o descaso e abandono dos locais. A principal reclamação dos comerciantes é a falta de infraestrutura e limpeza – o que resulta na baixa presença de consumidores nos locais.

Ao Portal Amazonas1, os trabalhadores da Feira do Santo Antônio, na zona Oeste de Manaus, afirmaram que são afetados pela estrutura do local – que tem afastado clientes e, consequentemente, feito cair as vendas dos comerciantes.

Além da estrutura, eles reclamam da falta de segurança e de infraestrutura no estabelecimento, que foi esquecido pela Prefeitura de Manaus.

Muitos feirantes preferiram não se identificar, por medo de repreensão de servidores da Prefeitura de Manaus, todavia, afirmaram que a estrutura do teto está inadequada – o que acaba prejudicando os produtos quando chove.

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